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14 de julho de 2026

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Vinicunca, a montanha de sete cores do Peru

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A montanha está situada a 5,2 mil metros acima do nível do mar, na Cordilheira do Vilconota.

A região Andina é cercada de belezas e mistérios. Um atrativo que reúne essas duas características é a Montanha Vinicunca, que possui uma coloração única, aliás, sete cores. A montanha está localizada perto do imponente Nevado Auzangate e faz parte da cordilheira Vilcanota, em Cusco, no Peru. Ela está a 5,2 mil metros acima do nível do mar, no distrito de Pitumarca.

Seu nome, Vinicunca, é da junção de duas palavras em quéchua: ‘Wini’, devido às pedras pretas arredondadas e pesadas que abundam na área, que eles chamavam de ‘wini rumi’ (pedra). O segundo é ‘Kunka’ que significa pescoço, porque a estreiteza da colina se assemelha a um pescoço de passagem. Inicialmente era conhecida como a ‘estrada dos Qollas’

Sete cores

A montanha, por conta das sete cores, é também conhecida como montanha arco-íris. Trata-se de uma formação gerada pelo movimento das placas tectônicas que elevou os sedimentos marinhos até transformá-los em impressionantes montanhas de vários tons. As cores incluem argila vermelha, lama rosa, arenito (branco), marga ( lavanda), argila e óxido de cobre (verde) e limonitas (amarelo-castanho) e outras variantes, produtos de uma complexa combinação de minerais.

Estas substâncias começaram a se formar há 65 milhões de anos, quando a água, a chuva e o gelo cobriram as suas encostas e cumes. Devido aos efeitos do aquecimento global e das alterações climáticas, as montanhas coloridas foram se revelando.

 

Formações coloridas estão debaixo do gelo. Foto: Reprodução/Agência Andina

Trajeto

O acesso a montanha é feito através de agências de turismo no Peru. A viagem se inicia na cidade de Cusco e passa por Andahuaylillas, Quiquijana e Checacupe. Após três horas de viagem, o comboio chega a Pitumarca, onde está localizada a comunidade de Qheshiuno, ponto de partida da caminhada.

A trilha para a montanha é de 6 km e demanda esforço físico nas subidas, com direito a vento gelado batendo no rosto, ar rarefeito, cansaço e em alguns casos falta de ar. A subida a pé dura cerca de uma hora, até chegar à estação hípica onde os turistas podem alugar cavalos para ajudar em parte do caminho, mas os animais podem auxiliar até certo ponto. Depois a pessoa continua o trajeto ao topo, onde existe um mirante, que dá uma visão de 360 graus da montanha colorida.

 

Foto: Felipe Lopez/Pixabay
Fonte: Portal Amazônia
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