Em 11 de fevereiro de 2026, a Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora, em Vilhena (RO), completa 50 anos. Fundada em 1976, a igreja foi fundamental para o desenvolvimento da vila que se tornaria um município autônomo em 1977, representando uma das primeiras sementes de civilização na região.
A história da paróquia está intrinsecamente ligada à figura do padre ítalo-brasileiro Ângelo Spadari, um missionário salesiano que se tornou um verdadeiro herói para a comunidade católica local. Sua dedicação e pioneirismo foram essenciais para a construção da fé e da identidade de Vilhena.
Em 1963, o padre Spadari chegou à região montado em um burro, hospedando-se em uma cabana da Força Aérea Brasileira (FAB). Dali, partia para missões evangelizadoras em aldeias indígenas e seringais, celebrando a primeira missa em Vilhena no pátio da FAB, em 27 de outubro do mesmo ano.

A construção da primeira igreja foi um esforço comunitário liderado pelo padre Spadari, que organizou festas, rifas e arrecadou doações de cimento, tijolos e madeira. Apesar de enfrentar dificuldades como a malária e a falta de recursos, ele perseverou e, em 24 de maio de 1970, a igreja foi inaugurada, tornando-se um símbolo da fé e da esperança para os moradores da vila.
A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, já presente em Porto Velho, foi mantida em Vilhena, e a santa se tornou a padroeira da cidade, comemorada anualmente em 24 de maio. Padre Spadari deixou um legado duradouro como educador e missionário, incentivando a educação e promovendo o bem-estar da comunidade.
A igrejinha construída por Spadari permanece como um patrimônio histórico e cultural de Vilhena, localizada na Avenida Capitão Castro, em frente à praça que leva seu nome. Ao lado dela, ergue-se a moderna Matriz de Nossa Senhora Auxiliadora, símbolos da fé e da história local.
Com informações do Portal Amazônia.












