O Amazonas figura entre os estados mais vulneráveis ao desmatamento na Amazônia até 2026. Dados da plataforma de inteligência artificial PrevisIA indicam que 1.000 km² do território amazonense estão sob risco de devastação, representando 18% de toda a área ameaçada na região.
A análise da PrevisIA aponta Apuí e Lábrea, municípios localizados na região da Amacro (área de fronteira do desmatamento entre Amazonas, Acre e Rondônia), como os mais críticos no estado. A Amacro é uma área de intensa pressão devido à expansão agrícola e à presença de estradas.
No total, a PrevisIA prevê que 1.686 km² da Amazônia estarão sob risco muito alto ou alto em 2026, com 1.056 km² em risco moderado e 2.759 km² em risco baixo ou muito baixo. No Amazonas, a pressão se concentra em áreas próximas a vias de acesso, onde 95% do desmatamento desde 2020 ocorreu a até 5,5 km de uma estrada.
Além dos municípios, terras indígenas e unidades de conservação estaduais também estão entre as áreas mais ameaçadas, com 357 km² e 598 km² sob risco, respectivamente. “A análise estadual é fundamental para que os órgãos competentes possam atuar em defesa da floresta. No caso do Amazonas, os municípios de Apuí e Lábrea são estratégicos para conter o avanço da devastação”, afirma Alexandra Alves, pesquisadora do Imazon.

A PrevisIA, lançada em 2021 pelo Imazon em parceria com a Microsoft e o Fundo Vale, utiliza inteligência artificial para analisar variáveis como estradas, histórico de desmatamento, tipo de território, distância de áreas protegidas, rios, topografia e dados socioeconômicos, a fim de identificar áreas de risco e auxiliar na prevenção do desmatamento.
Com informações do Portal Amazônia.










