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08 de fevereiro de 2026

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Quando 12 governadores descobrem a inconstitucionalidade… Bem no ano eleitoral de 2026

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Autor: José Sidney Andrade dos Santos

A carta dos 12 governadores ao Congresso Nacional, pedindo providências contra supostos abusos do Supremo Tribunal Federal, chega com o timing de quem espera o sinal verde da urna para apertar o acelerador da indignação constitucional.

Se os 53 atos inconstitucionais e os 12 crimes de responsabilidade listados são tão graves quanto alegam, por que a reação coletiva só explode agora, fevereiro de 2026, exatamente quando o calendário eleitoral já está aberto e as pré-candidaturas começam a se aquecer? A coincidência é tão conveniente que chega a ser didática.

Não se trata de defender ou atacar o ministro Alexandre de Moraes, nem de julgar o mérito de cada decisão citada. O ponto é mais simples e mais cínico: a Constituição só vira bandeira de combate quando ela incomoda o adversário do momento. Quando as mesmas ferramentas servem ao nosso lado, viram “defesa da democracia”; quando servem ao outro, transformam-se em “autoritarismo judicial”.

Pedir “intervenção federal” no Supremo — algo que a própria Constituição não prevê diretamente — soa menos como proposta jurídica séria e mais como grito de guerra pré-eleitoral. É o equivalente político de dizer: “Olhem para lá, tem um vilão de toga! Esqueçam o ICMS, a seca na lavoura, o desemprego, a violência nas periferias… o inimigo é o ministro que bloqueou perfil no X!”

No circo brasileiro de 2026, os palhaços trocam de roupa com frequência: ontem era farda, hoje é terno e gravata, amanhã pode ser toga emprestada. O importante é manter o picadeiro agitado, o público aplaudindo e o adversário na berlinda.

Enquanto isso, o eleitor assiste, entre um meme e outro, sabendo que a verdadeira “intervenção” que o país precisa não vem de carta assinada por governador nenhum: vem de urnas, de cobrança diária e de memória que não se apaga com pronunciamento bonito.
A Constituição agradece a repentina preocupação. Mas desconfia — e com razão — do timing.

Porto Velho, fevereiro de 2026.

José Sidney Andrade dos Santos
Filósofo, Sociólogo, Escritor

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