Ah, que belo espetáculo da democracia brasileira! No final de 2024, enquanto o país lutava com inflação galopante, desemprego e um orçamento federal que mais parece um queijo suíço cheio de buracos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou tempo para uma reuniãozinha “reservada” – leia-se: fora da agenda oficial, longe dos olhares indiscretos da imprensa e da sociedade. E quem foi o convidado de honra? Nada menos que Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, uma instituição financeira afogada em escândalos de fraudes bilionárias. Porque, afinal, qual melhor maneira de gerir o Brasil do que bater papo com banqueiros problemáticos em horários não declarados?
Mas espere, o show não para por aí. Quem articulou esse encontro digno de novela mexicana? Guido Mantega, o eterno ex-ministro da Fazenda dos governos petistas, que agora fatura R$ 1 milhão por mês como “consultor” do Banco Master. Consultor? Que eufemismo charmoso para “lobista de luxo”! Mantega, o fiel comparsa de Lula desde os tempos áureos do mensalão e do petrolão, foi contratado pelo banco para, supostamente, articular a venda da instituição ao BRB – ou quem sabe, para abrir portas no Planalto? Porque, né, nada como um velho amigo para transformar um problema bancário em uma oportunidade de “diálogo técnico” com o presidente da República.
Na reunião, que durou cerca de uma hora e meia no gabinete presidencial, estavam presentes não só Lula e Vorcaro, mas também Gabriel Galípolo, o indicado à presidência do Banco Central, e Augusto Lima, ex-CEO do Master. Lula, sempre o mestre da retórica, teria dito que o assunto era “técnico” e deveria ser tratado pelo BC. Técnico? Claro, porque discutir os problemas de um banco envolvido em fraudes com o dono dele, intermediado por um ex-ministro pago a peso de ouro, é puramente uma questão de planilhas e equações econômicas. Nada a ver com favores políticos ou tentativas de abafar investigações que já chegam aos gabinetes ministeriais.
E o que dizer do pano de fundo? O Banco Master está no centro de um furacão de acusações: fraudes, lavagem de dinheiro e conexões com figurões do Judiciário e do Executivo. Dias Toffoli, ministro do STF, é citado como uma “dor de cabeça” para Lula nesse caso, com rumores de que o presidente até torce para que ele “faça a coisa certa”. Ricardo Lewandowski, outro ex-ministro da Justiça, viu seu escritório receber R$ 5,25 milhões do banco logo após sua nomeação. Coincidência? Ou apenas mais um capítulo no livro “Como Enriquecer Amigos no Poder”? Enquanto isso, o governo Lula libera bilhões para desapropriações de terras ao MST, de olho nas eleições de 2026, mas ignora o caos fiscal que assola o país.
É risível – ou melhor, trágico – ver como o PT, outrora arauto da ética, se afunda cada vez mais no pântano da velha política. Lula, o “pai dos pobres”, prefere reuniões secretas com banqueiros ricos em crise do que transparência com o povo que o elegeu. Mantega, o “comparsa” perfeito, surge como o elo perdido entre o passado corrupto e o presente conveniente.
*CONCLUSÃO: A QUE PONTO CHEGAMOS?*
A conclusão inescapável é que o governo Lula representa a perpetuação de um sistema onde o poder serve aos amigos e aos interesses privados, em detrimento da nação. Essa reunião não é um acidente isolado, mas um sintoma de uma administração capturada por lobbies e velhas raposas políticas. Se nada mudar, o Brasil continuará preso nesse ciclo vicioso de escândalos, onde “técnico” é sinônimo de “tráfico de influência”, e o orçamento público vira moeda de troca para salvar bancos falidos. Em 2026, nas urnas, talvez o povo decida se quer mais do mesmo ou uma verdadeira mudança. Mas, pelo andar da carruagem, o show deve continuar.













