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14 de julho de 2026

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Marinha conduz Levantamento Hidrográfico Inovador no Arquipélago do Marajó

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A base para a criação de cartas náuticas inéditas vem dos dados coletados em campo.

A Marinha Brasileira empreendeu, de novembro de 2022 a abril deste ano, uma série de levantamentos hidrográficos na área dos Estreitos de Breves e nas Bacias de Melgaço, Portel e das Bocas, localizadas no Arquipélago do Marajó. Estas áreas, situadas no estado do Pará, são conhecidas pelo intenso fluxo de tráfego aquaviário. Os levantamentos mapearam as profundidades de canais de acesso, áreas de manobra, âncoras e berços de atracação em uma região de aproximadamente 500 km². Esses dados coletados em campo formam a base para a produção de cartas náuticas sem precedentes para essa região, que atualmente conta apenas com um esboço de navegação.

Arquipélago do Marajó

Com cerca de três mil ilhas e ilhotas, o Marajó é o maior arquipélago fluvio-marítimo do mundo. Situado na confluência dos rios Amazonas e Tocantins-Araguaia, abriga o estuário amazônico, uma das mais ricas regiões do País em termos de recursos hídricos e biológicos.

O arquipélago abrange 16 municípios: Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Gurupá, Melgaço, Muaná, Ponta de Pedras, Portel, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, São Sebastião da Boa Vista e Soure. A área total do arquipélago, 104.139,93 km², é superior à soma dos territórios dos estados do Espírito Santo e da Paraíba. A população é estimada em 557.231 habitantes.

Embarcações comerciais de maior porte, além de barcaças, serão beneficiadas.

“A produção das cartas náuticas da região dos Estreitos constitui-se de relevante incremento na segurança da navegação, especialmente pelo intenso tráfego de embarcações, contribuindo sobremaneira para o ordenamento no fluxo dessa rota tão significativa para o Arco Norte. Além disso, ao ampliar a segurança, a população ribeirinha também se beneficia diretamente dessa iniciativa, uma vez que a navegação é o principal meio de transporte de cargas e pessoas nas áreas abrangidas pelas novas cartas que entrarão em vigor”,

avalia Wellington Guanabara, Gerente de Navegação da Hidrovias Brasil, empresa de soluções logísticas que opera no transporte hidroviário e que também navega na região que está sendo cartografada.

Dados obtidos em campo compõem a base para a confecção das primeiras cartas náuticas para a região. Foto: Reprodução/Agência Marinha de Notícias

O que são cartas náuticas?

Cartas náuticas são representações da superfície terrestre, que possibilitam ao navegante orientar-se sobre sua posição e perigos (bancos, pedras submersas, cascos soçobrados ou qualquer outro obstáculo), profundidades e auxílios que permitem uma navegação mais segura.

Os registros sobre profundidade são fundamentais para a determinação precisa da folga abaixo da quilha das embarcações, isto é, a distância entre o ponto mais profundo do casco do navio e o fundo do rio. No Brasil, todas as cartas náuticas oficiais são produzidas e atualizadas pela DHN.

As sondagens foram feitas por meios subordinados ao Centro de Hidrografia e Navegação do Norte – Foto: Agência Marinha de Notícias

Conheça os meios navais que participaram dos levantamentos

“O levantamento hidrográfico contínuo dos rios requer um planejamento detalhado e um considerável esforço logístico, com o objetivo de aumentar a segurança da navegação. A Marinha está investindo recursos humanos, materiais e financeiros nesta atividade, que culminará na entrega de novas cartas náuticas à sociedade, essenciais para uma região que depende dos rios como se fossem estradas”, observa o Vice-Almirante Antônio Capistrano de Freitas Filho, Comandante do 4º Distrito Naval.

O Aviso Balizador “Denébola” é empregado na sinalização náutica

As sondagens foram realizadas pelos meios subordinados ao Centro de Hidrografia e Navegação do Norte: o Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Rio Tocantins” e o Aviso Balizador “Denébola”, ambos equipados com ecobatímetro monofeixe para sondagem, além da Lancha Hidrográfica de Águas Interiores “Rígel”, que atuou no apoio logístico. Os levantamentos hidrográficos no Marajó foram realizados em parceria entre a Marinha do Brasil e o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte.

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