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08 de fevereiro de 2026

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Injeção do ódio: o crime bárbaro que revela como a desumanização mata na UTI!

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INJEÇÃO DO ÓDIO: Técnico Injeta Desinfetante 10+ Vezes na Veia de Idosa Obesa – O Crime Bárbaro que Revela Como a Desumanização Mata na UTI!

O horror no Hospital Anchieta expõe: quando chamamos pacientes de “carga pesada”, justificamos o injustificável. Hora de salvar os cuidadores antes que mais vidas sejam ceifadas.

O caso chocante no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), revela o abismo a que a desumanização pode levar no sistema de saúde. Três técnicos de enfermagem — Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (24 anos, principal executor), Marcela Camilly Alves da Silva, 22, e Amanda Rodrigues de Sousa, 28 — foram presos pela Polícia Civil do DF por suspeita de homicídios qualificados. Entre novembro e dezembro de 2025, eles teriam aplicado substâncias letais em pacientes da UTI, resultando em pelo menos três mortes confirmadas.

As vítimas, todas com obesidade que demandava cuidados intensos e demorados:

• João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb;

• Marcos Moreira, 33 anos, servidor dos Correios;

• Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, professora aposentada.

A investigação aponta que os suspeitos administraram doses elevadas e irregulares de medicamentos (como cloreto de potássio ou similares) diretamente na veia, causando parada cardiorrespiratória. No episódio mais cruel, Marcos Vinícius — frustrado por não conseguir matar imediatamente uma das vítimas — injetou desinfetante (retirado de frasco da própria UTI) na veia da idosa em mais de 10 ocasiões no mesmo dia, usando seringas escondidas no jaleco e descartadas no lixo comum. Ele chegou a se passar por médico para retirar os materiais na farmácia.

Os crimes são classificados como homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e traição à confiança). A motivação ainda é investigada, mas indícios apontam irritação com o “esforço extra” exigido por pacientes obesos e dependentes — um estigma que transforma seres humanos em “problemas logísticos”.

 

A Desumanização: O Verdadeiro Veneno que Circula nas Veias do Sistema

Rotular alguém como “gordo demais”, “difícil”, “preguiçoso” ou “que dá muito trabalho” é o primeiro passo da desumanização. Essa mentalidade — reforçada por discursos ideológicos que culpam exclusivamente o indivíduo pela obesidade, ignorando fatores genéticos, socioeconômicos, hormonais, traumas e até iatrogênicos — apaga a empatia. O paciente deixa de ser pessoa digna de cuidado e vira “carga”, “obstáculo”. Depois disso, negligência vira maus-tratos, e maus-tratos podem escalar para violência letal.

Não é só ideologia de um lado: tanto narrativas que estigmatizam a obesidade como “pecado moral” quanto as que evitam discutir causas reais por medo de “gordofobia” contribuem para o cinismo. O resultado? Profissionais exaustos veem o “outro” como inimigo, e o cuidado vira execução.

 

Alerta Urgente: A Saúde Mental dos Profissionais de Apoio Está em Colapso

Esse barbarismo não surge do nada. A enfermagem brasileira enfrenta:

• Burnout em epidemia (estudos da Fiocruz apontam taxas altíssimas);

• Exposição constante a sofrimento, morte e famílias em desespero;

• Sobrecarga em UTIs com pacientes complexos (obesos graves exigem guindastes, mais tempo e força física);

• Salários baixos, plantões exaustivos de 12h/36h e falta de suporte psicológico;

• Desvalorização crônica dos técnicos e auxiliares (a “base” do sistema).

Sem rede de apoio, o estresse vira ressentimento, e o ressentimento vira ódio. Casos assim não são isolados: vemos negligências extremas, “eutanásias” informais na pandemia e agora esse horror explícito.

Medidas imediatas necessárias:

1. Suporte psicológico obrigatório — psicólogos 24h nos hospitais, com confidencialidade e rodízio;

2. Carga horária mais humana — limite real de horas, folgas anti-esgotamento;

3. Treinamentos contínuos em ética, empatia, manejo de estresse e combate a estigmas (obesidade não é “preguiça”);

4. Infraestrutura adequada — camas reforçadas, guindastes, equipes extras para pacientes de alta dependência;

5. Fiscalização rigorosa — câmeras em UTIs, punição exemplar e valorização real da profissão;

6. Abordagem humanista e espiritual — lembrar que “o que fizerdes ao menor destes meus irmãos, a Mim o fizestes” (Mt 25:40). Cuidar é vocação, não fardo.

O sistema desumaniza primeiro os cuidadores — sobrecarregados, mal pagos, isolados — e eles, sem ajuda, repassam o veneno. Ignorar a saúde mental dos profissionais de apoio (a maioria da enfermagem!) é cumplicidade silenciosa.

Esse crime bárbaro deve ser o grito de alerta: cuidar dos cuidadores salva vidas. Sem isso, o próximo “trabalho demais” pode ser qualquer um de nós.

 

(Baseado em reportagens da CNN Brasil, Correio Braziliense, G1, R7 e Polícia Civil-DF, janeiro 2026)

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