Informação é com a gente!

08 de fevereiro de 2026

Informação é com a gente!

08 de fevereiro de 2026

Delação, narcoterrorismo e as sombras que se projetam sobre o Brasil

peixe-post-madeirao
peixe-post-madeirao

Últimas notícias

12/01/2026
Edital de convocação: ASSOCIAÇÃO BENEFICIENTE QUEIROZ ALMEIDA
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
02/01/2026
Pedido de renovação de licença de operação e outorga
12/12/2025
Publicação legal: Edital de convocação
12/12/2025
Publicação legal: Termo de adjudicação e homologação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
02/12/2025
Asprocinco: Comunicado de recebimento de recurso e publicação
08/10/2025
Aviso de licitação: Pregão eletrônico – licitação n. 90011/2025 – menor preço global
02/10/2025
Publicação legal: Termo de Homologação – Pregào 9009/2025
01/10/2025
Termo de Anulação – Processo Administrativo nº: 72868/2024

A CAPTURA DE NICOLÁS MADURO: DELAÇÃO, NARCOTERRORISMO E AS SOMBRAS SOBRE O BRASIL – FORO DE SÃO PAULO, BANCO MASTER E REFLEXOS NAS ELEIÇÕES DE 2022

Por José Sidney Andrade dos Santos 

Filósofo, Sociólogo e Escritor

No dia 3 de janeiro de 2026, o mundo testemunhou uma operação militar sem precedentes na América Latina recente: forças especiais dos Estados Unidos, incluindo a Delta Force, capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas. A ação, autorizada pelo presidente Donald Trump, envolveu helicópteros, drones e planejamento de meses, com Maduro sendo transferido para Nova York, onde enfrenta acusações graves de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armas destinadas ao narcotráfico. Na audiência inicial em Manhattan, em 5 de janeiro, Maduro se declarou inocente, afirmando ser um “prisioneiro de guerra” e ainda o legítimo presidente da Venezuela. A denúncia, atualizada pelo procurador Jay Clayton, baseia-se em delações de ex-aliados como Hugo Carvajal (“El Pollo”), que se declarou culpado em 2025, e evidencia conexões do regime chavista com o tráfico de drogas ao longo de duas décadas.

Embora o governo Trump tenha recuado da alegação inicial de que Maduro liderava formalmente o “Cartel dos Sóis” (agora descrito mais como uma “cultura de corrupção” entre oficiais militares), as provas incluem delações que apontam para propinas a familiares e envolvimento com cartéis. A ONU criticou a operação como violação do direito internacional, mas o fato permanece: Maduro está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, descrito por advogados como um “inferno na Terra”.

Rumores de Delação e a Ausência de Provas Concretas Envolvendo o Brasil

Nas redes sociais, especialmente no X, viralizaram vídeos e posts alegando que Maduro fez delação premiada citando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (mencionado até 17 vezes), o ministro Alexandre de Moraes (do STF) e esquemas de lavagem via Foro de São Paulo, com valores como US$ 432 milhões para o Brasil e R$ 9 milhões para Moraes. Conteúdos gerados por IA ou satíricos circularam amplamente, prometendo “expor” ligações com narcotráfico.

No entanto, verificações independentes confirmam: *não há registro oficial de delação de Maduro* nos documentos do Departamento de Justiça dos EUA. Ele se declarou inocente e não há evidências públicas de acordo de plea bargain envolvendo figuras brasileiras. Esses rumores alimentam narrativas polarizadas, mas permanecem sem corroboração em fontes jornalísticas confiáveis.

O Foro de São Paulo e a Visão de Olavo de Carvalho

Aqui entra o legado intelectual de Olavo de Carvalho (1947-2022), filósofo que, desde os anos 1990, denunciou o *Foro de São Paulo* como uma estrutura poderosa de coordenação da esquerda latino-americana. Fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro, o Foro reuniu partidos progressistas (como PT, PSUV de Maduro e outros) para estratégias continentais pós-Guerra Fria. Olavo, em obras como O Foro de São Paulo: A ascensão do comunismo latino-americano, via-o não como mero fórum de debates, mas como uma rede que incluía “convivência íntima” entre política e crime organizado – incluindo FARC, MIR chileno e supostas ligações com narcotráfico.

Olavo afirmava que o chavismo (de Chávez e Maduro) era pilar dessa estrutura, com o *narcoterrorismo* financiando regimes de esquerda após o colapso soviético. O PT, como aliado de primeira hora, daria legitimidade política ao que ele chamava de “narco-estado” venezuelano. Lula admitiu em discursos (como em 2005 e 2013) ações conjuntas secretas com “companheiros” estrangeiros, o que Olavo interpretava como confissão de prioridade continental sobre a soberania nacional.

Com a captura de Maduro, essas teses ganham novo fôlego entre opositores, que associam o PT ao Foro e ao suposto narcotráfico chavista. Críticos veem o Foro como mera reunião de partidos de esquerda, sem provas concretas de crime organizado – mas o timing da prisão reacende o debate.

O Escândalo do Banco Master e Suas Conexões Judiciais

Paralelamente, o caso do Banco Master – investigado pela PF por fraudes bilionárias (emissão de títulos inexistentes, lavagem e desvio) – envolve figuras do Judiciário brasileiro. O empresário Daniel Vorcaro, dono do banco, negociou venda ao BRB, mas a operação revelou irregularidades. A PF encontrou contrato de R$ 129 milhões com o escritório da esposa de Alexandre de Moraes (Viviane Barci de Moraes), e o ministro teria pressionado o Banco Central em reuniões sobre sanções americanas (Lei Magnitsky).

O ministro Dias Toffoli, relator no STF, adotou decisões controversas: marcou acareação sem depoimentos prévios, determinou que provas ficassem lacradas no STF (recuando após protestos da PF), e impôs sigilo. Agora, em janeiro, prorrogou investigações por 60 dias. Especialistas criticam a atuação de Toffoli e Moraes como errática, sugerindo suspeição e risco de anulação do processo. Rumores ligam o Master a fluxos venezuelanos via Foro, mas sem provas diretas.

 

Reflexos nas Eleições de 2022: Polarização, PT e STF

Retrospectivamente, a captura de Maduro ilumina sombras sobre as eleições de 2022, quando Lula venceu Bolsonaro. O PT, ligado ao Foro e ao chavismo (Lula defendeu Maduro em 2023), enfrentou acusações de alianças autoritárias. O STF, sob Moraes, foi criticado por censuras e inquéritos vistos como pró-esquerda (fake news, atos antidemocráticos). A narrativa de “ameaça comunista” e “narco-estado” custou votos ao PT.

O escândalo Master simboliza erosão da confiança institucional: contratos judiciais questionáveis minam a legitimidade. Como Hannah Arendt alertava, quando instituições perdem neutralidade, servem ideologias – o que ocorreu em 2022 com polarização extrema.

 

Conclusão: Um Alerta Ético para o Brasil

A captura de Maduro não é só golpe contra o chavismo; é espelho para o Brasil. Sem delação confirmada, os rumores destacam necessidade de transparência no Foro de São Paulo, Banco Master e laços PT-STF. Olavo de Carvalho, voz pioneira, alertava para essa rede continental. As eleições de 2022 mostram como influências externas moldam destinos nacionais.

O Brasil será passado a limpo não por interesse do Congresso Nacional nem do poder Judiciário, mas por uma ação externa que certamente expurgará o que vemos hoje instalado no Brasil: redes de influência transnacional, opacidade institucional, erosão da soberania e cumplicidade com estruturas questionáveis que há décadas comprometem a ordem democrática e a moral pública. A história nos ensina que, quando os mecanismos internos falham em se auto-purificar, forças externas – sejam elas jurídicas, econômicas ou geopolíticas – acabam por impor a limpeza que o sistema interno se recusou a realizar. Que essa reflexão sirva de alerta e, quem sabe, de catalisador para uma renovação genuína, antes que o expurgo venha de fora e de forma ainda mais dolorosa.

Página inicial / Opinião / Delação, narcoterrorismo e as sombras que se projetam sobre o Brasil