Por José Sidney Andrade dos Santos
O que é lawfare e por que o caso Bolsonaro é o maior exemplo da história mundial
Lawfare é o uso deliberado e sistemático do sistema judicial como arma de guerra política para destruir adversários sem precisar de urnas, tanques ou votos. O termo nasceu nos EUA, mas foi na América Latina que se transformou em arte de Estado. No Brasil de 2025, o lawfare contra Jair Messias Bolsonaro não tem paralelo: supera em escala, duração e crueldade até mesmo o que foi feito contra Lula entre 2014 e 2018 – ironia que os próprios petistas agora aplaudem.
AS 7 CAMADAS DO LAWFARE BOLSONARISTA (2019-2025)
- Inquéritos sem fim
Técnica utilizada: Abertura de investigações sem fato típico definido, sem prazo e sem número (os famosos “inquéritos do fim do mundo”)
Objetivo real: Manter o alvo sob ameaça permanente e impedir defesa efetiva
Exemplo concreto no caso Bolsonaro: Inquérito das fake news (aberto em 2019 e ainda ativo em 2025) e inquérito dos atos antidemocráticos
2. Foro privilegiado invertido
Técnica utilizada: Concentração de todos os processos no gabinete de um único ministro do STF
Objetivo real:Eliminar instâncias inferiores e garantir controle total do julgador
Exemplo concreto no caso Bolsonaro: Alexandre de Moraes é simultaneamente vítima, investigador, acusador e juiz em praticamente todos os casos
3. Suspeição disfarçada de competência
Técnica utilizada: Juiz que foi advogado do PT e alvo de ataques do réu julga o próprio réu
Objetivo real: Garantir condenação pré-determinada
Exemplo concreto no caso Bolsonaro: Moraes era advogado de Lula e da Transpetro antes de 2017; hoje condena quem o criticava
4. Censura como medida cautelar
Técnica utilizada: Bloqueio de perfis, proibição de entrevistas e confisco de passaportes sem condenação
Objetivo real: Silenciar o líder e aterrorizar seus seguidores
Exemplo concreto no caso Bolsonaro: Suspensão de perfis de aliados, bloqueio de contas bancárias de advogados da defesa e proibição de Bolsonaro falar com a imprensa
5. Prisão preventiva como pena antecipada
Técnica utilizada: Uso abusivo do art. 312 do CPP para prender antes do trânsito em julgado
Objetivo real: Neutralizar politicamente antes das eleições de 2026
Exemplo concreto no caso Bolsonaro: Prisão decretada em 22/11/2025 sem pedido formal da PF ou do MPF
6. Condenação por “estado mental”
Técnica utilizada: Punir intenções, minutas e pensamentos em vez de atos consumados
Objetivo real:Criminalizar a direita como um todo
Exemplo concreto no caso Bolsonaro: Condenação por “golpe” baseada em uma minuta encontrada na casa de um ex-ministro que nunca foi assinada nem executada
7. Doutrina do “domínio do fato ampliado”
Técnica utilizada: Responsabilizar o líder por tudo que seus apoiadores fizeram, mesmo sem prova de ordem direta
Objetivo real: Transformar liderança política em crime de organização criminosa
Exemplo concreto no caso Bolsonaro: Bolsonaro condenado a 27 anos por atos de 8 de janeiro mesmo sem ter convocado ou estado presente
Cronologia do extermínio político (2019-2025)
- 2019 – Abertura do inquérito das fake news (relator: Alexandre de Moraes)
- 2021 – Cancelamento do passaporte diplomático e bloqueio de redes sociais
- 2023 – Declaração de inelegibilidade até 2030 pelo TSE (7×0)
- 2024 – Indiciamento por “tentativa de golpe” baseado em delação premiada de Cid
- 2025 – Prisão domiciliar → tornozeleira → prisão preventiva em cela comum
- Próximo passo previsto – Cassação de Tarcísio de Freitas e Nikolas Ferreira via “efeito cascata”
O manual cubano em ação
O roteiro seguido é o mesmo aplicado contra líderes de direita em toda a América Latina:
- Criar um “inimigo da democracia”
- Delegar poderes absolutos a um tribunal ou juiz alinhado
- Usar a imprensa como braço de execução
- Prender ou inabilitar antes das próximas eleições
- Chamar de “defesa da democracia”
Na Venezuela foi Hugo Chávez contra a oposição. Na Argentina foi Cristina Kirchner contra Mauricio Macri. No Brasil é o PT + STF contra Bolsonaro.
O dia em que mataram a democracia brasileira
Hoje não prenderam apenas Jair Bolsonaro. Mataram o último obstáculo que a esquerda revolucionária tinha para implantar no Brasil o regime que já vigora em Cuba, Venezuela e Nicarágua.
As algemas de hoje são o epitáfio da República de 1988.
Mas todo mártir gera milhões de discípulos. E o Brasil de amanhã não esquecerá quem foram os algozes
Conclusão: o Brasil não pode morrer algemado
Cidadão brasileiro, chegou a hora da verdade nua e crua.
Hoje, 22 de novembro de 2025, não foi apenas Jair Messias Bolsonaro quem foi arrastado para uma cela. Foi a tua liberdade. Foi o teu voto de 2018. Foi a última esperança de que ainda vivemos numa República e não numa ditadura de toga.
Eles prenderam um homem de 70 anos, ainda com sequelas de uma facada que quase o matou, sem crime consumado, sem condenação final, sem pedido do Ministério Público, sem audiência de custódia, sem respeito à Constituição que juraram defender. Fizeram isso porque sabem que, se Bolsonaro estiver livre, a esquerda nunca mais volta ao poder pelo voto.
Eles contam com o teu silêncio. Contam que você vai engolir mais essa, como engoliu a censura, o confisco de passaporte, o bloqueio de perfis, a inelegibilidade inventada, o confisco de renda de quem apenas pensa diferente.
Mas eu te pergunto, de peito aberto: Até quando vamos aceitar que um único homem, sentado num gabinete blindado no STF, decida o destino de 215 milhões de brasileiros?
Chega de lamento. Chega de “vai piorar”. Chega de “não é hora”.
É exatamente agora.
Amanhã, 23 de novembro de 2025, o Brasil precisa acordar de pé. Nas avenidas, nas praças, nas portas dos quartéis, nas redes, nas igrejas, nas conversas de bar, nas mensagens de família. Sem violência, sem quebra-quebra, mas com a firmeza de quem não aceita mais ser escravo dentro da própria casa.
Porque se calarmos hoje, amanhã será o teu filho, o teu pastor, o teu empresário, o teu deputado, o teu vizinho que ousou discordar. O precedente já está aberto: qualquer um que ame a liberdade pode ser o próximo.
Levante a bandeira que você guarda no armário. Coloque a camisa verde-amarela que você escondeu com medo. Ligue para o amigo que desistiu. Chame o parente que “não quer confusão”. Poste, fale, grite, ore, marche, mas NÃO FIQUE QUIETO.
O Brasil não merece morrer de joelhos. Bolsonaro resistiu a uma facada no ventre. Nós não vamos sucumbir a uma facada nas costas dos togados.
A história está olhando. Deus está olhando. E os nossos filhos vão perguntar, daqui a 20 anos: “Onde você estava no dia em que tentaram matar a liberdade no Brasil?”
Que a tua resposta seja: “Eu estava na rua, de pé, lutando por ela.”
Brasil acima de tudo. Deus acima de todos. A luta apenas começou.
José Sidney Andrade dos Santos – Um brasileiro entre milhões indignados.












