Em 2025, um youtuber usou um jogo de adivinhação de mapas para rastrear a deputada Carla Zambelli, que estava foragida nos EUA. Veja como!
Uma paisagem quase deserta — dois prédios ao fundo e algumas árvores — foi suficiente para um internauta identificar, com precisão, o ponto onde estava a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que estava foragida em junho de 2025.
O g1 revisita, em dezembro, as histórias mais surpreendentes de 2025. Assista ao vídeo e explore outras reportagens no mapa ao final desta página.
A matéria original foi publicada em junho. Em 3 de junho de 2025, Zambelli anunciou que havia deixado o Brasil, sem revelar o destino. Horas depois, publicou um vídeo ao ar livre criticando um pedido de prisão apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A gravação, no entanto, não fornecia informações claras sobre o local onde havia sido feita.
No dia seguinte, o criador de conteúdo carioca João Paschoal — conhecido como Geo Pasch — divulgou coordenadas que indicavam que o vídeo havia sido gravado no estacionamento de uma loja em Fort Lauderdale, na Flórida. A assessoria da deputada confirmou, então, que ela estava no local nos EUA. Paschoal é conhecido por transmissões ao vivo de GeoGuessr, um jogo que desafia os participantes a identificar locais ao redor do mundo apenas com imagens de ruas. Ao g1, ele explicou que aplicou ao vídeo de Zambelli o mesmo método usado nas partidas.
Alguns dos elementos que o ajudaram a restringir a busca foram: a placa de um veículo ao fundo, compatível com padrões dos Estados Unidos; a presença de palmeiras, indicando uma cidade costeira na região de Miami; e o formato dos prédios — um com grandes sacadas e outro com estrutura semelhante à letra “K”. Como o vídeo havia sido publicado espelhado, o youtuber precisou inverter a gravação para que as referências arquitetônicas ficassem visíveis corretamente. A partir daí, percorreu virtualmente a costa da Flórida usando imagens do Google Earth até encontrar os edifícios exibidos. O processo levou cerca de duas horas e resultou em uma publicação no X que superou 2,5 milhões de visualizações. Paschoal afirmou, na época, que “não se tratava de um dos casos mais complexos, apesar da escassez de pistas aparentes”.
A fuga de Zambelli ocorreu em 25 de maio, dias após ela ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada deixou o país por terra rumo à Argentina e, de lá, embarcou para os Estados Unidos. No mesmo período, o ministro Alexandre de Moraes determinou sua prisão preventiva, bloqueou os passaportes, ordenou a inclusão do nome na lista vermelha da Interpol e o bloqueio de salários e perfis em redes sociais — medida que, segundo a decisão, respondia ao risco de fuga e à necessidade de garantir a aplicação da lei penal.
Zambelli afirmou que buscaria tratamento médico e se afastaria do mandato. Em nota na época, classificou a ordem de prisão como “ilegal, inconstitucional e autoritária”.
Com informações do G1










