Em depoimento à PF, dono do Banco Master admite que instituição usava o FGC como modelo de negócio e enfrentava problemas de liquidez
Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, admitiu à Polícia Federal (PF) que a instituição financeira enfrentava problemas de liquidez e dependia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como parte central de seu modelo de negócio.
O blog teve acesso à transcrição do depoimento prestado por Vorcaro no final de 2025 à delegada responsável pelo caso. A transcrição foi elaborada com o auxílio de inteligência artificial.
Segundo o depoimento, existia uma “crise e uma pressão de liquidez”. No entanto, Vorcaro atribuiu essa situação à pressão por mudanças na regulamentação e às dinâmicas do mercado financeiro, conforme indicado em relatórios do Banco Central.
Vorcaro revelou à PF que o plano de negócios do Banco Master era “100% baseado no FGC” e que a cessão de ativos se tornou a principal forma de captação de recursos até o anúncio da compra do Master pelo BRB, o banco público do Distrito Federal. Ele afirmou que, após o anúncio, as fontes de captação foram interrompidas.
O Master chegou a originar entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões por mês, mas esse volume foi reduzido para preservar a liquidez. Uma comunicação do Banco Central em novembro de 2024 foi um dos fatores que levaram o Master a elaborar um plano de ação.
[Este post está em atualização]
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Com informações do G1











