Atendendo à solicitação de diversos pacientes e profissionais da TRS Hemodiálise, o vereador Dr. Paulo Henrique (PTB), membro da Comissão de Saúde da Câmara de Cacoal, ouviu pacientes e constou diversos problemas no tratamento de hemodiálise em Cacoal. Dr. Paulo constatou a precariedade do serviço público na visão de pacientes e dos profissionais de saúde.
Felipe Carlo Garcia, 39 anos, morador de Cacoal, paciente da hemodiálise há três anos, enfatizou o abandono e a precariedade no atendimento desde a intervenção pela prefeitura de Cacoal. Ele salientou a falta de investimentos, cadeiras danificadas, falta de cirurgião vascular para procedimento de fistulas nos pacientes: “Se não dá conta de tocar o serviço, devolva para o Estado ou para quem conhece do assunto”.
Na visita, Dr. Paulo se deparou com diversos problemas como salários atrasados, falta de segurança na clínica nos períodos noturnos, superlotação, falta de manutenção de equipamentos, contaminação da água e diversos pacientes com infecção em virtude do excesso de tempo sem substituir o cateter.
“Não há condições clínica e profissional para admitir novos pacientes, por ausência de funcionários. Pacientes estão sendo dialisados na UTI do Heuro, tirando a vaga de outro paciente mais grave, por falta de investimentos de clínica TRS de Diálise por parte da Prefeitura de Cacoal” frisou Dr. Paulo.
Outro lado da moeda!
Na última sexta, 01/04, ocorreu uma audiência entre o MP x Município de Cacoal visando melhorias no tratamento de hemodiálise. Ficou acordado que o Estado passará R$ 180 mil para o município por 12 meses para subsidiar a hemodiálise; o Estado se obrigaria a atender a demanda dos pacientes da hemodiálise ambulatorial relativa às fistulas.
Por sua vez, o Município se compromete a apresentar um plano de gestão para o serviço público de hemodiálise ambulatorial (no prazo de 90 dias) constando a realidade atual do atendimento, com respectivo cronograma. Cacoal se compromete também a devolver para o Estado os valores recebidos e não usados. Os valores repassados não poderão ser usados para despesas antes da intervenção (fevereiro 2021), devendo ser gastos exclusivamente com os serviços, produtos, insumos, diretamente relacionados a hemodiálise ambulatorial. O MP manifestou pela homologação do acordo parcial.










