Yudith Mercedes Garcia Moreno, venezuelana que mora em Manaus (AM) há oito anos, acompanhou com apreensão os relatos de explosões e a notícia de uma suposta agressão militar dos Estados Unidos à Venezuela na madrugada deste sábado (3). Ela contou ao Grupo Rede Amazônica que seus familiares em Maturín, capital do estado de Monagas, estão bem, mas preferiram permanecer em casa.
“A Venezuela viveu e ainda vive sob uma ditadura opressora, onde muitas pessoas foram perseguidas, presas e até mortas por expressarem suas opiniões ou se posicionarem contra o governo. Houve inúmeros mortos políticos, e muitas vidas foram injustiçadas não só pela repressão direta, mas também pela fome e pela miséria”, relatou Yudith, que deixou o país em busca de melhores condições de vida para ela e sua filha de 18 anos.
A imigrante, que trabalha como manicurista no bairro Parque 10, zona Centro-Sul de Manaus, ressalta que a vida de imigrante é desafiadora, marcada por preconceito e dificuldades. “Trabalho de forma honesta e batalho diariamente para manter minha casa. Enfrentei preconceito, falta de oportunidades e momentos de muita dor e insegurança. Mesmo assim, sigo firme, porque sei que minha luta representa resistência e esperança depois de tudo que o povo venezuelano sofreu”, afirmou.

Yudith mantém contato constante com seus familiares na Venezuela – sua avó, uma tia com o marido e filhos – e expressa preocupação com a situação de escassez e medo que enfrentam. Apesar dos ataques, ela se diz esperançosa com a possibilidade de um futuro mais livre para seu país, com a captura de Nicolás Maduro. O Amazonas é o segundo estado brasileiro com maior concentração de venezuelanos, com mais de 30 mil residentes, segundo dados do IBGE de 2022.
De acordo com informações da Associated Press, ao menos sete explosões foram registradas em Caracas, e o governo venezuelano alega ter sido alvo de uma “agressão militar” dos Estados Unidos. Maduro e a primeira-dama Cilia Flores foram capturados e levados para os Estados Unidos, onde serão julgados por acusações que incluem conspiração para narcoterrorismo e posse de armamento ilegal.
Com informações do Portal Amazônia.










