A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo. Entenda como o interesse estratégico dos EUA pode impactar o país e o mercado global
A Venezuela detém cerca de 17% das reservas de petróleo comprovadas em todo o mundo, superando qualquer outro país, segundo dados da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Essa riqueza sempre atraiu a atenção de potências estrangeiras e influenciou as políticas internas do país.
A produção venezuelana, que atingiu 3,7 milhões de barris diários em 1970, sofreu um declínio acentuado, chegando a pouco mais de 1 milhão de barris por dia atualmente. Com a ascensão do chavismo, liderado por Hugo Chávez e, mais recentemente, por Nicolás Maduro, as empresas multinacionais foram gradualmente afastadas, e a exploração ficou concentrada na estatal PDVSA.
É nesse contexto de queda na produção que Donald Trump justifica sua postura em relação à Venezuela. Em seu discurso após as recentes movimentações no país, Trump mencionou a palavra “petróleo” 18 vezes. Para o presidente dos EUA, a indústria petrolífera venezuelana precisa ser revitalizada, mas sob controle americano.
Neste episódio do podcast “O Assunto”, Natuza Nery entrevista David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e professor do Instituto de Energia da PUC-Rio. Zylbersztajn relembra a ascensão da Venezuela como potência exploradora de petróleo e explica por que suas vastas reservas não se traduziram em prosperidade para a população. Ele também analisa o possível impacto da deposição de Maduro e das incertezas políticas no preço do petróleo.
Convidado: David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo e professor do Instituto de Energia da PUC-Rio.
O podcast “O Assunto” é produzido por Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski e Carlos Catelan, com colaboração de Paula Paiva Paulo e apresentação de Natuza Nery. O podcast está disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube, com mais de 168 milhões de downloads e 14,2 milhões de visualizações desde sua estreia em agosto de 2019.
A instabilidade na Venezuela e as ações dos Estados Unidos já começam a gerar impactos no mercado de petróleo.
Com informações do G1










