Após ser capturado por forças americanas, ditador Maduro intensifica repressão na Venezuela, com prisões e vigilância
Desde a operação militar dos EUA que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, o regime venezuelano intensificou a repressão nas ruas, com interrogatórios em postos de controle e detenções, incluindo jornalistas. As informações são do jornal americano The New York Times.
Maduro foi levado para fora do país no último sábado (3) por uma equipe de operações especiais americana e está preso em Nova York, aguardando julgamento por acusações de narcotráfico e outras, das quais se declara inocente. Em seu lugar, a ex-vice Delcy Rodríguez, segunda na linha de sucessão e figura proeminente do chavismo, assumiu o poder.
O governo de Rodríguez ordenou “a busca e a captura em âmbito nacional de todos os envolvidos na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos” que levou à captura de Maduro. Segundo o New York Times, que conversou com fontes venezuelanas com identidades preservadas para evitar represálias, ao menos 14 jornalistas e seis cidadãos foram detidos desde o fim de semana, a maioria já liberada.
“Nos últimos dias, as forças de segurança interrogaram pessoas em postos de controle, entraram em ônibus públicos e revistaram os celulares dos passageiros, buscando evidências de que aprovavam a destituição de Maduro”, relatou o jornal. Com um decreto de estado de emergência em vigor, há um aumento visível de policiais e agentes de segurança nas ruas, incluindo os “colectivos”, milícias armadas e mascaradas.
Postos de controle foram instalados em todo o país, onde veículos são parados e seus ocupantes questionados. Grupos de direitos humanos afirmam que os policiais verificam os telefones em busca de sinais de oposição a Maduro ou ao chavismo. Apesar da oposição generalizada ao chavismo, o Times observou poucas manifestações pró-captura de Maduro em Caracas e outras cidades.
O maior ato público recente foi um evento pró-governo em Caracas, liderado por Diosdado Cabello, figura importante do chavismo.
Com informações do G1










