Venezuela libera primeiros americanos detidos em gesto que Washington vê como ‘passo importante’. Ativista Rocío San Miguel também foi solta
A Venezuela começou a libertar americanos detidos nesta terça-feira (13). O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou a medida como um “passo importante na direção certa”.
“Saudamos a libertação dos americanos detidos na Venezuela”, disse um porta-voz do Departamento de Estado. “Este é um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas”.
A iniciativa de libertação de prisioneiros políticos foi anunciada na semana passada por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e um dos principais líderes do chavismo. “O governo bolivariano, juntamente com as instituições estatais, decidiu libertar um número significativo de venezuelanos e estrangeiros, e esses processos de libertação estão ocorrendo neste exato momento”, acrescentou Rodríguez.
Rodríguez descreveu as libertações como um gesto de paz, enfatizando que a ação foi unilateral e não resultado de acordos com outras partes. Entre os libertados está a ativista venezuelana Rocío San Miguel, que também possui nacionalidade espanhola. Ela estava detida desde 9 de fevereiro de 2024, e sua soltura foi confirmada pelo governo espanhol.
Rocío San Miguel, especialista em temas militares e diretora da ONG Control Ciudadano, foi presa há dois anos sob a acusação, pelas autoridades, de envolvimento em um suposto plano para assassinar o presidente Nicolás Maduro. Ela era mantida no Helicoide, prisão do serviço de inteligência venezuelano, frequentemente denunciada por organizações de direitos humanos como um “centro de tortura”.
O contexto da libertação ocorre em um cenário de tensões, com relatos de aumento da repressão na Venezuela após a operação militar dos EUA que capturou o ditador Nicolás Maduro, segundo o jornal “The New York Times”. O governo venezuelano ordenou a “busca e a captura em âmbito nacional de todos os envolvidos na promoção ou apoio ao ataque armado dos Estados Unidos” que teria sequestrado Maduro. Com um decreto de estado de emergência em vigor, há um aumento da presença policial e de grupos armados, os chamados “colectivos”, nas ruas, com postos de controle e verificação de telefones celulares em busca de sinais de oposição.
Com informações do G1










