Venezuela abre caminho para investimento estrangeiro no petróleo, prometendo participação nos lucros e mudanças na lei do setor
A Venezuela planeja uma grande reforma em sua lei de hidrocarbonetos, buscando atrair empresas estrangeiras e locais para operar nos campos petrolíferos do país sob um novo modelo de contrato. A proposta, apresentada pela presidente interina Delcy Rodríguez, permite que essas empresas comercializem a produção e recebam lucros, mesmo como sócias minoritárias da estatal PDVSA.
A informação foi divulgada pela agência Reuters, que teve acesso a documentos preliminares. A reforma visa alterar profundamente a estrutura da indústria petrolífera venezuelana, modificando a lei criada durante o governo de Hugo Chávez. A expectativa é que a Assembleia Nacional inicie a discussão sobre a proposta ainda nesta quinta-feira (22).
A iniciativa ocorre após um acordo recente entre Venezuela e Estados Unidos, que prevê o fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo de Caracas para Washington. O acordo teria sido firmado após a suposta prisão do presidente Nicolás Maduro pelos EUA.
Executivos do setor e potenciais investidores têm demandado autonomia para produzir, exportar e lucrar com a venda de petróleo na Venezuela, após as nacionalizações e expropriações promovidas por Chávez nas últimas duas décadas. Essa demanda está alinhada com o plano de reconstrução da indústria energética venezuelana, estimado em US$ 100 bilhões (R$ 531,2 bilhões), proposto por Washington.
A proposta de reforma prevê a redução dos royalties para 15%, em comparação com a taxa atual de 33%, em projetos especiais ou que demandem investimentos significativos. Além disso, o texto contempla a possibilidade de recorrer à arbitragem independente para resolver disputas.
A presidente interina Delcy Rodríguez discursou em 8 de janeiro de 2026 durante uma cerimônia em homenagem a militares e seguranças venezuelanos e cubanos que morreram durante a operação dos EUA para capturar o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Com informações do G1








