A Nike investiga um possível ataque hacker que expôs 1,4 terabyte de dados internos. Informações de clientes não foram afetadas
A Nike está investigando um possível ataque hacker que expôs ao menos 1,4 terabyte (TB) de dados internos da empresa. A informação foi revelada pelo site britânico de tecnologia The Register, que afirma ter tido acesso a parte do material.
🔎 1 TB (terabyte) equivale a 1.000 gigabytes (GB). Para referência da capacidade de armazenamento, um disco de 1 TB consegue armazenar 250 mil músicas, até 60 horas de vídeo e 160 mil fotos.
Segundo o portal, informações de clientes e funcionários da Nike não foram expostas nesse incidente. A empresa, ao The Register, afirmou que está apurando o caso. “Sempre levamos a privacidade do consumidor e a segurança dos dados muito a sério”, disse um porta-voz da Nike ao portal.
“Estamos investigando um possível incidente de cibersegurança e avaliando ativamente a situação”, completou. O g1 também procurou a Nike e aguarda retorno.
O The Register afirma que o vazamento teria sido realizado pelo grupo hacker WorldLeaks, que alega ter acessado 188.347 arquivos dos sistemas da Nike. Entre o material, estão diretórios com identificações como “Roupas Esportivas Femininas”, “Roupas Esportivas Masculinas”, “Recursos de Treinamento – Fábrica” e “Processo de Confecção de Vestuárias”. Isso indica que os golpistas provavelmente tiveram acesso a informações sobre produtos e processos de fabricação.
O portal lembra que o grupo WorldLeaks já fez outras “centenas de vítimas”. Em julho de 2025, a Dell foi uma delas: o grupo alegou ter acessado 416.103 arquivos da fabricante de computadores. A empresa, por sua vez, afirmou que o WorldLeaks não teve acesso a informações sensíveis.
Em outro caso recente de vazamento de dados, um pesquisador de cibersegurança da Ucrânia disse ter encontrado um banco de dados com 149 milhões de senhas expostas na internet. A lista inclui dados de usuários do Gmail, do Facebook, do Instagram, do Yahoo, de serviços de streaming e também do “gov.br”, entre outros, segundo Jeremiah Fowler. Ele detalhou que o material tinha 96 GB de dados brutos, incluindo e-mails, nomes de usuários e senhas roubadas de vítimas ao redor do mundo.
Com informações do G1










