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25 de janeiro de 2026

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Varejista de luxo Saks Global declara falência nos EUA

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Crise no varejo de luxo: Saks Global, dona de Saks Fifth Avenue, entra com pedido de falência nos EUA

O grupo de lojas de luxo Saks Global pediu proteção contra falência na noite de terça-feira (13), em um dos maiores colapsos do varejo desde a pandemia, segundo a Reuters.

O pedido ocorre pouco mais de um ano após um acordo que uniu três grandes redes de lojas de alto padrão nos Estados Unidos: Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus. A notícia gerou incertezas sobre o futuro do varejo de luxo no país. A empresa, no entanto, informou que as lojas permanecerão abertas por enquanto, após obter um financiamento de US$ 1,75 bilhão e nomear um novo diretor executivo.

Geoffroy van Raemdonck, ex-CEO da Neiman Marcus, substituirá Richard Baker, responsável pela estratégia de compras que resultou em dívidas elevadas para a empresa. A Saks Global também contratou Darcy Penick e Lana Todorovich, ex-executivas da Neiman Marcus, para liderar as áreas comercial e de parcerias com outras marcas, respectivamente.

Em documentos apresentados à Justiça dos EUA, a empresa estimou que seus ativos e dívidas variam entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões. O processo de falência visa dar à companhia tempo para reestruturar suas contas ou encontrar um novo proprietário. Caso contrário, a empresa poderá ser forçada a fechar.

A Saks sempre atraiu uma clientela rica e famosa, desde Gary Cooper até Grace Kelly, mas enfrentou dificuldades após a pandemia de COVID-19. A concorrência de lojas online aumentou, e muitas marcas passaram a vender diretamente aos consumidores. A primeira Saks Fifth Avenue, conhecida por marcas como Chanel, Cucinelli e Burberry, foi inaugurada em 1867 por Andrew Saks.

O novo acordo de financiamento prevê uma injeção imediata de US$ 1 bilhão por meio de um empréstimo de investidores, além de US$ 240 milhões adicionais com garantias sobre os ativos da empresa. Após a saída do processo de falência, a Saks Global poderá receber mais US$ 500 milhões do grupo de investidores. A empresa solicitou à Justiça um adiamento de 45 dias para apresentar suas demonstrações financeiras, até 13 de março de 2026.

Entre os credores estão grandes marcas de luxo, como Chanel (US$ 136 milhões), Kering (dona da Gucci, US$ 60 milhões) e LVMH (US$ 26 milhões). A empresa calcula ter entre 10 mil e 25 mil credores. Em 2024, Baker liderou a compra da Neiman Marcus pela Hudson’s Bay Co, separando os ativos de luxo para criar a Saks Global. O negócio de US$ 2,7 bilhões foi financiado com dívidas e investimentos de empresas como Amazon, Salesforce e Authentic Brands. No entanto, o acordo aumentou a dívida em um momento de desaceleração nas vendas de produtos de luxo. “Os ricos ainda estão comprando”, disse o analista da Morningstar, David Swartz, “só que não tanto na Saks”.

Com informações do G1

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