Rondônia confirma novos casos de Mpox e reforça que vacina está disponível no SUS apenas para grupos de risco. Saiba quem pode se vacinar
O governo de Rondônia informou que a vacina contra a Mpox está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), mas não faz parte do calendário de rotina. O imunizante é aplicado de forma estratégica e seletiva, voltado para pessoas com maior risco de exposição ao vírus ou de desenvolver formas graves da doença.
Em Rondônia, a estratégia segue as diretrizes do Ministério da Saúde e é executada pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa). O objetivo é proteger grupos vulneráveis, reduzir a transmissão e fortalecer a resposta do sistema de saúde diante de casos suspeitos e confirmados.
O estado confirmou nesta quarta-feira (25) mais dois casos de Mpox: uma mulher de 28 anos e uma criança de 8 anos, ambos em Porto Velho. Com isso, soma oito diagnósticos: cinco homens entre 20 e 35 anos, uma adolescente de 16 anos e as duas novas pacientes. Todos os pacientes receberam avaliação clínica, estão em isolamento e seguem monitorados pelas autoridades de saúde.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina pode ser usada em duas situações: Profilaxia pós-exposição (PEP) para pessoas que tiveram contato direto com caso confirmado, especialmente em situações íntimas, domiciliares ou ocupacionais sem proteção adequada, e Profilaxia pré-exposição (PrEP) para grupos com maior risco epidemiológico, como profissionais de saúde que atuam diretamente com casos suspeitos ou confirmados, trabalhadores de laboratório que manipulam Orthopoxvirus, pessoas vivendo com HIV com imunossupressão significativa, mediante avaliação clínica, e pessoas em contextos de maior vulnerabilidade à exposição.
A Agevisa reforça que pessoas com sintomas ou que tiveram contato com casos confirmados devem procurar orientação nas unidades de saúde. A estratégia envolve o Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a Agevisa e secretarias municipais.
Além da vacinação para grupos prioritários, especialistas reforçam cuidados básicos para evitar a transmissão da Mpox: lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel; isolar-se imediatamente em caso de suspeita ou confirmação da doença, até a cicatrização total das lesões; não compartilhar roupas, toalhas, lençóis, talheres ou copos; usar máscara ao se aproximar de pessoas doentes; higienizar superfícies e objetos contaminados; e evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que apresentem lesões na pele.
“Não há indicação de vacinação em massa para toda a população. A oferta depende da avaliação de risco e da disponibilidade de doses enviadas aos estados”, informa a Agevisa.
Com informações do G1










