Boom do petróleo transforma cidade argentina em polo de riqueza e desafios. Conheça a história de Añelo!
Em julho de 2013, YPF e Chevron iniciaram a exploração em Vaca Muerta, na Patagônia argentina. A pequena Añelo, antes agropecuária, viu sua realidade mudar drasticamente, seguindo o modelo de outras cidades de Neuquén, como Plaza Huincul e Cutralcó, que prosperaram com o petróleo.
Añelo, com 98 anos de fundação em 2013, permaneceu à margem da história petrolífera da região até então. A chegada das empresas trouxe um fluxo intenso de veículos, com 24.956 veículos diários, incluindo 6,4 mil caminhões, transformando a vida local. Favio Jiménez, dono de uma borracharia, testemunhou essa transformação, vendo seu negócio ser “ultrapassado” pelo crescimento da cidade.
Atualmente, Vaca Muerta responde por mais da metade da produção de gás e petróleo da Argentina, resolvendo o problema de desabastecimento do país. Em 2023, o país obteve um superávit energético de US$ 6 bilhões (R$ 32,4 bilhões). Para Añelo, essa riqueza trouxe uma revolução, com benefícios e desafios.
A reportagem da BBC News Mundo revela a transformação de Añelo, com o surgimento de uma “nova cidade” no planalto. O crescimento acelerado trouxe problemas de infraestrutura, como estradas precárias e falta de serviços básicos. A borracharia de Jiménez se expandiu para atender à demanda dos veículos pesados, enquanto a cidade lida com o aumento populacional e a necessidade de moradia.
O planalto de Añelo, antes árido, agora abriga milhares de pessoas. O prefeito Fernando Banderet estima que a população permanente seja de 12 mil habitantes, com mais 15 mil trabalhadores da indústria. A cidade enfrenta desafios na oferta de serviços, como saúde e educação, e busca equilibrar o crescimento econômico com a qualidade de vida.
A exploração de Vaca Muerta impulsionou a economia local, mas também gerou desigualdades. Enquanto trabalhadores da indústria petrolífera auferem altos salários, outros profissionais enfrentam dificuldades. A falta de profissionais especializados, como médicos e dentistas, é um problema. A escola CPEM 39, por exemplo, viu o número de alunos dobrar, exigindo adaptações na infraestrutura.
A jornalista Victoria Terzagui destaca que Neuquén se destaca em meio à crise econômica argentina, com alta demanda por mão de obra em diversos setores. Inés Garros, dona de um trailer de comida, viu seu negócio prosperar com o aumento do fluxo de pessoas. Jorge, um trabalhador da manutenção de poços de petróleo, reconhece a importância de Vaca Muerta como fonte de emprego.
Com informações do G1











