Um ano após a 1ª morte pela Covid-19, Amapá perdeu quase 4 pessoas por dia pela doença

peixe-post-madeirao

Um ano após a 1ª morte pela Covid-19, Amapá perdeu quase 4 pessoas por dia pela doença

peixe-post-madeirao
Um ano após a 1ª morte pela Covid-19, Amapá perdeu quase 4 pessoas por dia pela doença


Em 4 de abril de 2020, estado confirmava o 1º óbito em decorrência do coronavírus. Desde então, foram 1.323 vidas perdidas e um futuro incerto. 1 ano de mortes pela Covid-19 no Amapá
Reprodução
Um homem de 60 anos internado no Hospital de Emergência de Macapá com quadro de danos pulmonares foi o 1ª morte confirmada no Amapá pela Covid-19. Um dos últimos estados do país a matar pela doença, rapidamente os óbitos cresceram aliados com o desconhecimento da dimensão do coronavírus e um sistema de saúde que jamais imaginou combater uma pandemia. Passados 365 dias, são 1.323 vidas perdidas.
Na média, são quase 4 mortes a cada dia, desde aquela tarde de sábado, 4 de abril de 2020. Mais que números, foram trajetórias, sonhos, objetivos destruídos e famílias mutiladas por um inimigo silencioso que não escolhe cor, classe social, crença – ou descrença.
E o cenário que se intensificou ainda nos meses seguintes – maio, junho e julho – voltou com tudo em março. A lotação nos leitos clínicos e de UTI tem apressado a morte pela falta de uma das atividades mais essenciais ao ser humano: respirar.
O G1 reuniu algumas histórias de vítimas da Covid, após o primeiro óbito confirmado pela doença no Amapá. Veja abaixo.
Raimunda Gracinete Espíndola Braga, técnica de enfermagem
Gracinete Espíndola atuava no HE e em UBS de Macapá
Divulgação
A enfermeira Raimunda Gracinete Espíndola Braga, de 58 anos, foi a primeira profissional da enfermagem a morrer no Amapá em decorrência da Covid-19, em 21 de abril.
Raimunda era servidora pública estadual e federal e desempenhava suas funções no Hospital de Emergência (HE) e na Unidade Básica de Saúde (UBS) Álvaro Corrêa, na Zona Norte.
Fábio Mont’Alverne
Fábio Mont’Alverne
Arquivo Pessoal
Em 29 de abril, a cultura do Amapá perdeu Fábio Mont’Alverne, o “Rato Batera”, baterista da banda Negro de Nós. Vítima do novo coronavírus, era um dos mais talentosos músicos do estado, participando de diversos projetos.
Fábio morreu após uma semana internado no Hospital das Clínicas Alberto Lima, onde não resistiu às complicações da doença.
Saionara Vaz, técnica de enfermagem
Saionara Vaz comemorando o chá de bebê, do esperado Nicola Jasube
Aldineia Vaz/Arquivo Pessoal
Em 15 de maio, uma semana após o parto do segundo filho, a técnica de enfermagem Saionara Vaz, de 27 anos, morreu pela Covid-19. O bebê, batizado de Nicolas Jasube Vaz, não testou à época para o vírus.
Durante a internação, Nara fugiu da unidade de saúde e foi para a casa da família, segundo a irmã, para organizar a vida, pedir pedir que Aldineia cuidasse dos filhos e dos pais, Aldeíza Souza, de 47 anos, e Jessé Vaz, de 52 anos. Nara também deixou uma filha de 11 anos.
Siney Saboia, maestro da Guarda Municipal
Maestro Siney Saboia
Reprodução
O maestro da Guarda Municipal de Macapá, Siney Saboia, morreu aos 46 anos, da doença. Ele ficou marcado por um mês antes ter conduzido uma homenagem da banda da Guarda aos profissionais de saúde da linha de frente no combate à Covid-19.
“Hoje, tiramos um pouquinho do nosso dia para homenagear vocês com um pouco de música. Obrigado por tudo”, disse o maestro após a apresentação.
Papaléo Paes, ex-vice governador
Papaléo Paes, vice-governador do Amapá, em discurso
Jaciguara Cruz/Decom Alap
O ex-vice-governador do Amapá entre 2015 e 2019, ex-prefeito de Macapá e ex-senador da República Papaléo Paes, de 67 anos, morreu em 25 de junho em decorrência de complicações da Covid-19.
O político, médico cardiologista de formação, estava internado num hospital particular da capital. Ele deixou a esposa, a também médica Josélia Martins Papaléo e as filhas Juliana Paes e Jacyra Paes.
José Maria Barros, dirigente esportivo
José Maria Barros, presidente do Ypiranga
Reprodução
José Barros, presidente do Ypiranga Clube, atual campeão amapaense de futebol, morreu em 2 de janeiro. O dirigente lutava contra a Covid-19 e não resistiu. Ele estava internado há cerca de 15 dias no Hospital São Camilo na capital.
Ex-policial, pai de quatro filhos e avô de quatro netos, José Barros tinha 70 anos quando morreu. Mandatário do seu time do coração, vivia a expectativa de ver a equipe disputar a Copa do Brasil depois de dois anos.
Paulo Queiroga, empresário
Paulo Queiroga morreu de Covid-19 em Macapá
Reprodução
O empresário José Paulo Batista de Souza, de 63 anos, conhecido como Paulo Queiroga, morreu após estar internado em estado grave por 7 dias. Ele não resistiu após tratamento no Hospital Universitário, da capital, referência no atendimento da doença.
Porém, o drama para a família ainda se estendeu após a perda. Parentes foram chamados e descobriram que o corpo dele havia sido trocado com outra vítima e enterrado horas antes por outra família.
Tailane Paz de Miranda, estudante
Jovem de 26 anos morre em UBS de Macapá antes de ser transferida para o Centro Covid-HU – Tailane Paz de Miranda
acervo da família
A primeira morte de 2021 por Covid-19 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Macapá aconteceu em 16 de março. Tailane Paz de Miranda, de 27 anos, perdeu a batalha para a Covid-19 na unidade Lélio Silva. Ela faleceu antes de ser transferida para o Centro Covid-Hospital Universitário (HU).
Em nota, a prefeitura declarou que a jovem deu entrada na unidade já em estado grave, necessitando de intubação e que “de imediato todas as providências foram tomadas”.
Veja o plantão de últimas notícias do G1 Amapá
ASSISTA abaixo o que foi destaque no AP:
O