Carregamento de éter avaliado em mais de R$ 2 milhões é apreendido no Guaporé

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Carregamento de éter avaliado em mais de R$ 2 milhões é apreendido no Guaporé

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Na madrugada de quarta-feira (24), o lendário barco “Pérola Negra” foi flagrado pela Delegacia da Polícia Federal, em Vilhena, em um trecho do rio Guaporé, próximo à uma localidade conhecida como “Tacuaral”, alguns quilômetros depois da cidade de Pimenteiras do Oeste, transportando cerca de 8 toneladas de éter, que estavam armazenadas em tambores.

De acordo com informações da polícia militar foram apreendidos na embarcação e dos 40 tambores do produto químico, que provavelmente seria usado no refino de cocaína do lado boliviano do Guaporé.

A guarnição relatou que enquanto os policiais estavam fazendo o monitoramento do rio, viram o grande barco passando, com uma lancha amarrada ao lado. Depois de cinco horas o barco retornou com as luzes apagadas. Desta vez, a equipe da PM resolveu fazer a abordagem.

Segundo os policiais no momento que percebeu a aproximação o piloto que conduzia a embarcação, saltou para a lancha, a bordo onde estavam dois comparsas e cortou as cordas que a prendiam ao veículo maior, onde seguia o grande carregamento e fugiram. A lancha não foi alcançada pela equipe policial.

Com o barco à deriva, os policiais, que estavam em duas outras lanchas, encostaram ao lado dele. Após um dos soldados desligar os motores, outro PM conduziu e embarcação até o porto de Pimenteiras, onde os barris de éter foram retirados. O barco foi colocado num caminhão-prancha do DER para ser entregue na DPF de Vilhena, junto com os produtos químicos.

Segundo apurou o site, os tambores de éter teriam sido apanhados do lado brasileiro do Guaporé, na região de Cabixi, e seriam levados para o povoado de “Piso Firme”, na Bolívia, onde possivelmente estaria funcionando uma “usina” de produção de cocaína.

A embarcação apreendida é conhecida nos meios policiais, pois quando está transportando grandes quantidades de cocaína, navega “às cegas” pelo rio Guaporé, com vários homens fazendo a escolta armada durante o trajeto. Fonte: SGC/Com informações do Folha do Sul