A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) aderiu à Carta de Belém, um documento histórico assinado por diversas instituições de pesquisa e universidades da Amazônia Legal. A iniciativa, lançada em preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que acontecerá em Belém (Pará) em novembro, busca fortalecer a cooperação científica e a defesa da região.
A Carta de Belém é resultado de anos de trabalho colaborativo entre redes de pesquisa, universidades e instituições que atuam na Amazônia. O documento elenca propostas importantes, como o financiamento contínuo para a pesquisa científica, o fortalecimento das universidades e institutos da região, a criação de programas de comunicação pública da ciência e a inclusão da justiça climática como um princípio central nas políticas brasileiras.
O Prof. Dr. Domingos de Jesus Rodrigues, pesquisador da UFMT Campus de Sinop, coordenador da rede CAPACREAM e do PPBio-AmOc, destacou a importância da união entre os cientistas da região. “Pesquisar a Amazônia exige redes inter e multidisciplinares, capazes de integrar diferentes áreas do conhecimento, comunidades locais e parceiros internacionais. O ‘Custo Amazônia’ – com desafios logísticos e de infraestrutura – torna a colaboração ainda mais essencial”, explicou.
A reitora da UFMT, Profª. Dra. Marluce Souza, reforçou o compromisso da universidade com a região. “A ciência produzida na Amazônia precisa considerar os saberes e os modos de vida das comunidades locais. A UFMT se une a esse movimento para transformar conhecimento em políticas públicas que promovam a sustentabilidade, a justiça social e a valorização da diversidade cultural”, afirmou.
O pró-reitor de Pesquisa da UFMT, Prof. Dr. Bruno Araújo, enfatizou que a adesão à Carta de Belém fortalece o papel estratégico das universidades da Amazônia Legal na busca por soluções para a crise climática. “Esse alinhamento é fundamental para que a COP 30 seja um espaço de transformação real, com a ciência amazônica no centro das discussões”, disse.
A UFMT desenvolve pesquisas importantes para a preservação dos biomas brasileiros, incluindo o Pantanal, o Cerrado e a Amazônia. Um exemplo recente é o lançamento do livro “Parque Estadual do Xingu: Biodiversidade, recursos naturais, importância ecológica e socioambiental”, que mapeia a flora e a fauna do Parque Estadual do Xingu, no sul da Amazônia.
A Carta de Belém sintetiza as contribuições de mais de 120 pesquisadores para a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) do Brasil, o compromisso do país no Acordo de Paris para limitar o aquecimento global.
A iniciativa é um chamado para valorizar a ciência e a pesquisa na Amazônia, transformando conhecimento em ações concretas para um futuro mais sustentável.








