Em resposta a Trump, União Europeia anuncia reforço militar no Ártico e alerta sobre ‘coerção’
A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (22) que intensificará investimentos em segurança no Ártico, incluindo a aquisição de equipamentos militares adaptados ao ambiente polar, em resposta às tensões com os Estados Unidos e às ameaças do presidente Donald Trump à Groenlândia.
A declaração ocorre após Trump manifestar o desejo de que os EUA exerçam “acesso total” à Groenlândia, justificando a necessidade por razões de segurança nacional. A UE, por sua vez, afirmou que se defenderá contra qualquer forma de “coerção”. O tema foi debatido em uma reunião de emergência do bloco em Bruxelas.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, ressaltou que a UE busca normalizar as relações com Washington, mas reafirmou a postura de defesa contra pressões. “Continuamos trabalhando para normalizar as relações com Washington, mas continuaremos a nos defender contra qualquer forma de coerção”, afirmou Costa.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, detalhou os planos de investimento para fortalecer a presença do bloco no Ártico. “Devemos fortalecer nossos acordos de segurança e defesa com parceiros da região, como Reino Unido, Canadá, Noruega e Islândia, entre outros. Isso se tornou até agora uma necessidade geopolítica real para a Groenlândia”, declarou.
Von der Leyen também defendeu o aumento dos gastos em defesa com equipamentos específicos para o Ártico, citando a necessidade de um quebra-gelo europeu. “Acreditamos que o aumento dos gastos em defesa deve ser direcionado a equipamentos preparados para o Ártico, como um quebra-gelo europeu”, completou. Um quebra-gelo é um navio projetado para navegar em águas congeladas, com casco reforçado e formato especial.
A UE segue aberta ao diálogo com os EUA sobre temas de interesse comum, como a guerra na Ucrânia, mas demonstra firmeza na defesa de seus interesses e na resistência a tentativas de imposição.
Com informações do G1










