Acordo UE-Mercosul pode ser assinado em breve, mas França e Itália impõem condições. Veja os detalhes!
A Comissão Europeia informou nesta segunda-feira (5) que os países da Europa avançaram nas negociações para aprovar o acordo comercial com os países do Mercosul e que a assinatura deve acontecer em breve, segundo informações da agência France Presse. A porta-voz da União Europeia, Paula Pinho, não confirmou a data de 12 de janeiro, que vinha sendo citada como possível para a assinatura do acordo com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Apesar do otimismo, o processo enfrenta resistências. A França é o principal foco de oposição, exigindo novas salvaguardas para seus agricultores. O presidente Emmanuel Macron declarou: “Quero dizer aos nossos agricultores, que expressam a posição francesa desde o início, que consideramos que as contas não fecham e que este acordo não pode ser assinado”. Ele antecipou que a França se oporá a qualquer “tentativa de forçar” a adoção do pacto comercial.
A Itália também manifestou cautela, condicionando seu apoio às preocupações de seus agricultores. A primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o país pode apoiar o acordo “assim que forem dadas as respostas necessárias aos agricultores, o que depende das decisões da Comissão Europeia e pode ser resolvido rapidamente”.
Em contrapartida, Alemanha e Espanha defendem a concretização do acordo. O chanceler alemão, Friedrich Merz, ressaltou que “Se a União Europeia quiser manter credibilidade na política comercial global, decisões precisam ser tomadas agora”. Países nórdicos também avaliam que o tratado pode compensar tarifas americanas e reduzir a dependência da China, ampliando o acesso a mercados e minerais.
O acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, abrangendo comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou confiança em obter apoio suficiente para a aprovação, afirmando: “Entramos em contato com nossos parceiros do Mercosul e concordamos em adiar ligeiramente a assinatura”, mas acrescentando que estava “confiante” de que há uma maioria suficiente para concluir o acordo.
O Brasil segue otimista, com o presidente Lula acreditando que a Itália não é contra o tratado, mas sim pressionada por agricultores. Ele defende que o país deve aderir ao acordo. A aprovação final depende do aval do Conselho Europeu, que exige apoio da maioria dos países e da população europeia.
Com informações do G1









