Um levantamento oficial registrou 664 espécies de plantas no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PNMT), localizado entre o Amapá e o Pará. O estudo, divulgado nesta sexta-feira (21) pelo governo federal através do Catálogo de Plantas das Unidades de Conservação do Brasil, aponta que nove dessas espécies estão ameaçadas de extinção.
O PNMT, que se destaca como a maior área de floresta tropical protegida do planeta, abriga uma riqueza impressionante de vida vegetal. Os pesquisadores ressaltam que o catálogo considera apenas coletas realizadas após a criação do parque, para garantir a precisão dos dados.
“Mesmo com sua imensidão, o Tumucumaque abriga espécies ameaçadas e pouco conhecidas, revelando o quanto ainda há por proteger na Amazônia”, afirma a pesquisadora Thuane Bochorny, autora principal do levantamento.
Entre os destaques da flora tumucumaquense está o angelim-vermelho (Dinizia excelsa Ducke), uma árvore gigante que pode ultrapassar 80 metros de altura – mais do que o dobro da altura do Cristo Redentor com seu pedestal. A espécie é um símbolo da grandiosidade da Amazônia.
Apesar de sua importância, o PNMT enfrenta diversas ameaças, como o garimpo ilegal, a caça e a pesca predatórias, a exploração madeireira e a ocupação irregular de terras nas margens do rio Oiapoque. Essas atividades representam um risco constante para a conservação da biodiversidade local.
Criado em 2002, o PNMT abrange 3,8 milhões de hectares, sendo 98,8% da área localizada no Amapá, nos municípios de Laranjal do Jari, Oiapoque, Calçoene, Serra do Navio e Pedra Branca do Amapari. Uma parte do parque também se estende pelo município de Almeirim, no Pará. O território é cortado pelas nascentes de importantes rios como o Araguari, Amapari, Oiapoque e Jari.
A preservação do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque é fundamental não apenas para a conservação da biodiversidade amazônica, mas também para a manutenção dos serviços ecossistêmicos que ele oferece, como a regulação do clima e a disponibilidade de água.










