Encontro inusitado: Trump recebe líder opositora venezuelana María Corina Machado, ganhadora do Nobel da Paz, em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá com a líder da oposição na Venezuela e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, em Washington, nesta quinta-feira (15). A reunião, anunciada por Trump na última semana, foi confirmada nesta quarta-feira (14) por oficiais da Casa Branca, com um almoço planejado para os dois.
Apesar da expectativa, Trump já havia demonstrado ceticismo em relação ao apoio a Machado em uma possível transição de governo na Venezuela. Logo após descartar o reconhecimento da captura de Maduro no início de janeiro, ele afirmou que ela “é uma mulher muito simpática”, mas “não tem o apoio nem o respeito do país”. O republicano também não sinalizou apoio a Edmundo González, considerado por muitos o vencedor das eleições de junho de 2025, preferindo a vice de Maduro, Delcy Rodríguez.
Após as Forças Armadas reconhecerem Rodríguez como presidente interina, Trump conversou por telefone com a venezuelana. “Falamos sobre muitas coisas, e acho que estamos nos dando muito bem com a Venezuela”, disse Trump, à época. “E ela é uma pessoa incrível. Quero dizer, é alguém com quem temos trabalhado muito bem.”
Trump tem expressado frustração com a concessão do Prêmio Nobel da Paz a Machado, após ter feito “campanha” para recebê-lo por meses. Antes do anúncio do encontro, María Corina afirmou que gostaria de entregar o troféu a Trump por seu empenho em devolver a democracia à Venezuela. Questionado sobre a declaração, o presidente americano respondeu: “Ouvi dizer que ela queria fazer isso. Seria uma grande honra”.
O republicano também voltou a criticar o comitê responsável pela escolha dos vencedores e a Noruega, apesar da garantia do país de não ter influência no resultado. “Essa é a posição do comitê (que concede o Prêmio Nobel da Paz). (…) É muito vergonhoso para a Noruega. Tiveram algo a ver ou não. Acho que sim. Dizem que não. Mas quando oito guerras foram encerradas, deveria receber um para cada uma”, lamentou. O Instituto Nobel, procurado pela agência AFP, declarou que “Um Prêmio Nobel não pode ser revogado ou transferido para outra pessoa. Uma vez anunciado o(os) vencedor(es), a decisão permanece para sempre”, afirmou o porta-voz Erik Aasheim.
Com informações do G1










