Em retaliação a críticas, Trump revoga convite para o primeiro-ministro do Canadá participar do ‘Conselho da Paz’ recém-criado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou o convite ao primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, para integrar o “Conselho da Paz”. A informação foi divulgada por Trump nesta quinta-feira (22).
Em publicação, Trump afirmou que a decisão representa a retirada formal do convite para a participação do Canadá “no mais prestigioso conselho de líderes já reunido, em qualquer época”. O presidente americano não justificou a medida.
A ação ocorre após declarações de Carney no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na terça-feira (20). O premiê canadense afirmou que o mundo está “no meio de uma ruptura”, criticando o uso da integração econômica e tarifas como instrumentos de pressão por grandes potências. Carney não mencionou Trump diretamente, mas disse: “A hegemonia americana, em particular, ajudou a fornecer bens públicos, rotas marítimas abertas, um sistema financeiro estável, segurança coletiva e apoio a mecanismos de resolução de disputas. Esse acordo já não funciona. Deixe-me ser direto: estamos em meio a uma ruptura, não a uma transição”.
A resposta de Trump veio no dia seguinte, também em Davos. Em seu discurso, o presidente americano criticou Carney e afirmou: “O Canadá existe por causa dos Estados Unidos. Lembre-se disso, Mark, da próxima vez que fizer suas declarações”.
O Conselho da Paz foi oficialmente lançado nesta quinta-feira em Davos, na Suíça, com o objetivo de supervisionar a paz na Faixa de Gaza e a reconstrução do território palestino. A iniciativa é vista por parte da comunidade internacional como uma tentativa de enfraquecer o papel da ONU. Trump afirmou que o conselho terá aval “para fazer tudo o que quiser”, não apenas em Gaza.
Cerca de 30 dos 60 líderes mundiais que aceitaram o convite estiveram presentes no lançamento, incluindo o presidente da Argentina, Javier Milei. O presidente Lula foi convidado a integrar o Conselho da Paz, mas ainda não respondeu. Nenhum grande aliado ocidental participou da cerimônia.
Com informações do G1










