Tensões aumentam no Oriente Médio: Trump ameaça Irã com ‘grande força’ e reforço militar em meio a protestos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta quinta-feira (22), afirmando que uma “grande força” está a caminho do Oriente Médio para monitorar o país “bem de perto”.
“Temos uma armada gigantesca seguindo na direção do Irã”, disse o presidente. A declaração pode se referir ao deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e de navios de escolta, que deixaram o Mar do Sul da China na semana passada com destino à região, conforme relatos da imprensa americana.
Trump também confirmou a intenção de taxar todos os países que mantiverem negócios com o Irã. Segundo ele, uma tarifa de 25% entrará em vigor “muito em breve”. A medida, anunciada inicialmente em 12 de janeiro, pode impactar o Brasil, que em 2025 importou US$ 84,5 milhões do Irã, principalmente ureia, pistache e uvas secas, e exportou US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar.
As novas ameaças ocorrem após um período em que Trump reduziu o tom contra o Irã. Nas últimas semanas, ele sugeriu a possibilidade de intervir no país devido à repressão do regime aos protestos. Em 13 de janeiro, Trump afirmou que adotaria “medidas duras” caso o regime executasse manifestantes por enforcamento. No dia seguinte, após Teerã anunciar o cancelamento das execuções, Trump sinalizou que não atacaria o país.
Segundo informações da imprensa americana, a mudança de postura de Trump ocorreu após pressão da alta cúpula da Casa Branca e de países do Oriente Médio, incluindo Israel, que pediu o adiamento de uma ofensiva. O governo iraniano já alertou que atacará alvos americanos na região caso seja bombardeado, levando EUA e países aliados a pedirem a saída de cidadãos do território iraniano e a esvaziar parcialmente bases americanas.
Em meio à escalada de tensões, os protestos no Irã perderam força. O regime admitiu que mais de 3 mil pessoas morreram durante os protestos, embora organizações de direitos humanos afirmem que o número de vítimas é maior.
Com informações do G1










