Ex-presidente Trump se reunirá com líder opositora venezuelana María Corina Machado em Washington, após polêmicas declarações
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que se encontrará com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, em Washington na próxima semana. A confirmação veio em entrevista à Fox News.
Trump, que já se aliou à vice-presidente de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, após a captura do presidente venezuelano (segundo suas declarações), afirmou: “Entendo que ela virá em algum momento na próxima semana. Estou ansioso para cumprimentá-la”.
Pouco após anunciar a captura de Maduro no sábado (3), Trump descartou apoiar María Corina em uma possível transição de governo na Venezuela. Ele a descreveu como “uma mulher muito simpática”, mas ressaltou que ela “não tem o apoio nem o respeito do país”.
Na entrevista desta quinta-feira (8), Trump também demonstrou frustração com a concessão do Prêmio Nobel da Paz à opositora venezuelana no ano passado, após ele ter “feito campanha” para recebê-lo por meses. María Corina havia expressado o desejo de entregar o Nobel a Trump, reconhecendo seu “empenho em devolver a democracia à Venezuela”. Questionado sobre isso, Trump respondeu: “Ouvi dizer que ela queria fazer isso. Seria uma grande honra”.
O ex-presidente republicano voltou a criticar o comitê responsável pela escolha dos vencedores e a Noruega, apesar de o país afirmar não ter influência no resultado. “Essa é a posição do comitê (que concede o Prêmio Nobel da Paz). (…) É muito vergonhoso para a Noruega. Tiveram algo a ver ou não. Acho que sim. Dizem que não. Mas quando oito guerras foram encerradas, deveria receber um para cada uma”, lamentou.
O Instituto Nobel, procurado pela agência AFP, esclareceu que a transferência do prêmio é impossível. “Um Prêmio Nobel não pode ser revogado ou transferido para outra pessoa. Uma vez anunciado o(os) vencedor(es), a decisão permanece para sempre”, declarou o porta-voz Erik Aasheim.
Com informações do G1










