Em um ano de mandato, Trump intensifica ofensiva contra imigrantes, exibe fotos de detenções e ataca protestos contra o ICE
Donald Trump, presidente dos EUA, exibiu fotos de imigrantes detidos pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) e criticou manifestantes, chamando-os de “agitadores profissionais”, durante um balanço de um ano de seu segundo mandato na Casa Branca nesta terça-feira.
Para marcar a data, Trump utilizou o púlpito normalmente reservado para sua porta-voz, Karoline Leavitt, para responder a perguntas da imprensa em Washington. O segundo mandato do republicano tem sido marcado por decisões e controvérsias que impactaram os Estados Unidos e o cenário global.
Em 12 meses, Trump implementou tarifas comerciais elevadas, ordenou ações militares e chegou a ameaçar países aliados. Internamente, intensificou sua política contra a imigração, concedeu perdão a indivíduos envolvidos na invasão do Capitólio e intensificou ataques a instituições, universidades e à imprensa.
Antes da coletiva, a Casa Branca divulgou um documento de 31 páginas detalhando 365 ações que a administração considera “conquistas” desde a posse de Trump. O presidente dedicou os primeiros minutos a criticar imigrantes, especialmente somalis, mostrando fotos de detenções realizadas pelo ICE em Minnesota. Ele alegou que os imigrantes detidos teriam cometido crimes, em um contexto de protestos contra o serviço de imigração após a morte de Renée Good, cidadã americana.
Trump afirmou que Renée e outros manifestantes seriam “agitadores profissionais”. A imigração, tanto legal quanto ilegal, é um tema recorrente em suas aparições públicas. Antes de assumir o cargo, Trump prometeu a expulsão de todos os imigrantes em situação irregular nos EUA, uma promessa não totalmente cumprida, mas que resultou no aumento do número de agentes do ICE para mais de 20 mil.
Esses agentes, antes focados na vigilância de fronteiras, passaram a atuar na busca e detenção de imigrantes, incluindo aqueles em processo de regularização. Até dezembro, 605 mil imigrantes foram deportados, além de 1,9 milhão de “autodeportações” voluntárias. No entanto, as ações do ICE também geraram protestos, como no caso da morte de Renée Good, desencadeando uma onda de manifestações e disputas judiciais.
Com informações do G1










