Trump forma conselho para a paz em Gaza com nomes como Marco Rubio e ex-premiê Tony Blair, em meio a tensões e bombardeios
O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (16) a formação de um “conselho de paz” para a Faixa de Gaza, nomeando o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair como membros fundadores. A iniciativa, informada pela Casa Branca, ocorre em meio a um contexto de intensos conflitos e esforços para avançar o plano de Washington para o território palestino.
Além de Rubio e Blair, o conselho executivo fundador, composto por sete membros, inclui o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, seu genro Jared Kushner, o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, o empresário Marc Rowan e Robert Gabriel, assistente de Trump no Conselho de Segurança Nacional. O próprio Trump presidirá o órgão. Segundo a Casa Branca, o conselho se concentrará em áreas como fortalecimento da governança, relações regionais, reconstrução, investimentos e captação de recursos.
A escolha de Tony Blair é vista como polêmica no Oriente Médio, devido ao seu papel na invasão do Iraque em 2003. Trump admitiu no ano passado que desejava garantir que a nomeação fosse “uma opção aceitável para todos”. O presidente americano descreveu o conselho como “o maior e mais prestigiado conselho já reunido em qualquer momento e lugar”, ao anunciar a iniciativa nas redes sociais.
Paralelamente, Trump designou o major-general Jasper Jeffers para liderar a Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza, com a missão de manter a segurança e treinar uma nova força policial para substituir o Hamas. A formação de um comitê tecnocrata palestino de 15 membros, encarregado de administrar a Faixa de Gaza no pós-guerra, também foi anunciada. Este comitê será supervisionado pelo conselho de paz e liderado pelo ex-vice-ministro palestino Ali Shaath.
Apesar dos esforços diplomáticos, o Exército de Israel informou ter retomado os ataques à Faixa de Gaza em resposta a uma “violação flagrante” do cessar-fogo. Os bombardeios ocorrem mesmo com o avanço do plano para o território à segunda fase, que inclui questões pendentes como a retirada militar completa de Israel, um passo crucial para os palestinos, mas sem um cronograma definido. O Hamas, por sua vez, se recusa a se comprometer publicamente com um desarmamento total, uma exigência inegociável de Israel.
Os membros do comitê tecnocrata palestino se reuniram hoje no Cairo, Egito, e planejam um novo encontro amanhã, conforme informado por um de seus integrantes à AFP.
Com informações do G1










