Após morte de enfermeiro em operação, Trump pressiona por lei contra cidades que limitam cooperação com a imigração
A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira (26) que o presidente Donald Trump está solicitando ao Congresso dos Estados Unidos a aprovação de uma lei para acabar com as chamadas “cidades santuário”. Esses locais adotam políticas que restringem a cooperação com as autoridades federais de imigração e têm sido alvo de operações de agentes do governo nos últimos meses.
A declaração ocorre dois dias após um agente do Departamento de Segurança Interna (DHS) matar a tiros o enfermeiro Alex Pretti, no estado de Minnesota. Pretti, cidadão americano, foi baleado várias vezes durante uma operação antimigração.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, defendeu que as cidades norte-americanas devem ser refúgios seguros apenas para aqueles que cumprem a lei, e não para “criminosos perigosos em situação ilegal” que, segundo ela, “não pertencem” aos Estados Unidos. “Os americanos, de forma esmagadora, querem exatamente o que o presidente Trump está entregando: fronteiras fortes e fiscalização rígida da imigração contra os piores imigrantes ilegais, dos quais ainda há centenas de milhares a serem deportados do interior do país”, disse.
Nova York, Los Angeles e Chicago são exemplos de cidades classificadas como santuário. É importante ressaltar que não existe uma lei federal que regule essas localidades, e essa classificação funciona de forma simbólica. Nessas cidades, é comum uma maior tolerância em relação a imigrantes em situação irregular, e a polícia local, em muitos casos, não colabora com as autoridades federais para deter estrangeiros sem autorização de permanência no país.
Ao justificar ações como a que resultou na morte de Pretti, Leavitt afirmou que forças policiais estaduais e locais precisam atuar em conjunto com as autoridades federais. Ela também declarou que ninguém no governo deseja ver mortes nas ruas dos Estados Unidos e que o caso está sendo investigado pelo FBI e por autoridades de imigração, com os agentes envolvidos na operação sendo interrogados.
Com informações do G1










