Em meio à tensão com o Irã, Trump avalia medidas para conter a alta do petróleo, incluindo o alívio de sanções à Rússia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está considerando aliviar as sanções ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais de petróleo bruto como parte de um pacote de opções destinado a conter a disparada dos preços globais do petróleo em meio ao conflito com o Irã.
Um anúncio pode ocorrer já na noite de segunda-feira, segundo diversas fontes ouvidas pela agência Reuters. A decisão reflete a preocupação da Casa Branca com o impacto da alta dos preços do petróleo sobre empresas e consumidores americanos, especialmente antes das eleições legislativas de novembro, onde aliados republicanos de Trump buscam manter o controle do Congresso.
Trump, que se encontra na Flórida para reuniões com parlamentares republicanos, deverá analisar suas opções ainda nesta segunda-feira, conforme informações de duas fontes familiarizadas com o assunto. A Casa Branca agendou uma coletiva de imprensa para as 17h30, mas não detalhou quais anúncios poderão ser feitos.
Analistas e representantes da indústria apontam que as ferramentas disponíveis para a Casa Branca para reduzir rapidamente os preços do petróleo são limitadas, a menos que seja possível restabelecer o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, uma estreita passagem marítima entre Irã e Omã, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial. “O problema é que as opções vão de marginais a simbólicas ou profundamente imprudentes”, disse uma das fontes, que participa das discussões com a Casa Branca.
A turbulência nos mercados de energia ocorre em um momento delicado para Trump, que tem defendido a manutenção de preços baixos dos combustíveis como um dos pilares de sua política econômica. Uma alta prolongada nos custos do petróleo e da gasolina poderia se espalhar pela economia, elevando os custos de transporte e os preços ao consumidor.
A situação é agravada pelos recentes ataques dos EUA e de Israel ao Irã, que intensificaram as tensões na região e contribuíram para a escalada dos preços do petróleo. A Casa Branca busca alternativas para mitigar os efeitos negativos da crise, mas enfrenta desafios significativos para controlar o mercado energético global.
Com informações do G1










