O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou nesta terça-feira (23) sobre a recente interação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump durante a Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Haddad expressou a expectativa de que, após um breve encontro e declarações positivas de ambos os lados, as discussões se concentrem em questões econômicas de interesse mútuo.
Aproximação e Temas em Pauta
Trump descreveu o encontro como positivo, afirmando ter tido “ótima química” com Lula e expressando interesse em estabelecer relações comerciais. “Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto”, declarou Trump. Haddad complementou, dizendo que “agora parece que o companheiro Trump gostou do companheiro Lula e vão começar a conversar, falar de coisas que realmente importam, que é integração econômica, investimentos mútuos”.
Apesar da aproximação, persistem desafios nas relações comerciais entre os dois países. Os Estados Unidos mantêm uma tarifa de 50% sobre determinados produtos brasileiros, medida que o governo brasileiro busca reverter. Haddad enfatizou a necessidade de negociação para a revogação dessas tarifas.
Negociações e Possíveis Acordos
O ministro Haddad ressaltou a importância de separar a política da economia, destacando as “enormes possibilidades” de parcerias entre o Brasil e os Estados Unidos. Ele mencionou tratativas em andamento durante a administração Biden, nas áreas de energia, transformação ecológica, aproveitamento de minerais críticos e estratégicos para reindustrialização do Brasil, que poderiam ser retomadas.
A próxima semana será marcada por uma conversa direta entre Lula e Trump, com a tarifa imposta pelos EUA e as sanções a autoridades brasileiras como temas prováveis na pauta. As sanções foram motivadas pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposto envolvimento em um golpe de Estado, decisão criticada por Trump, que era aliado de Bolsonaro.
Discursos na ONU
Em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, Lula criticou sanções e interferências externas, defendendo a soberania do Judiciário brasileiro e a condenação de Bolsonaro como um recado ao mundo sobre a defesa da democracia. Trump, por sua vez, fez um discurso longo e improvisado, criticando a ONU e negando o aquecimento global.










