Após operação militar em Caracas, Trump elogia libertação de prisioneiros na Venezuela e suspende nova ofensiva
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta sexta-feira (9) a libertação de prisioneiros políticos na Venezuela, classificando-a como “um sinal de paz”. Trump também afirmou que a cooperação com a nova presidente, Delcy Rodriguez, o levou a cancelar uma segunda onda de ataques ao país.
Na primeira etapa, o Exército dos EUA realizou uma operação militar em Caracas para prender Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, resultando em 100 mortes, segundo o governo venezuelano. Trump declarou: “A Venezuela está libertando um grande número de presos políticos como um sinal de que está ‘buscando a paz’. Este é um gesto muito importante e inteligente”.
O presidente americano também mencionou a possibilidade de investimentos de “pelo menos US$ 100 bilhões (cerca de R$ 540 bi)” na indústria petrolífera venezuelana, com reuniões agendadas na Casa Branca com executivos do setor. Ele complementou: “Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, em uma escala muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”.
A libertação dos presos políticos foi anunciada pelo presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, que a descreveu como um gesto de boa vontade do novo governo. Entre os libertados estão a ativista venezuelana-espanhola Rocío San Miguel e o ex-candidato à presidência Enrique Márquez. Rodríguez agradeceu aos esforços do ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Qatar, “que sempre estiveram ao lado do povo da Venezuela para defender o direito que temos à vida plena e à autodeterminação”.
Trump justificou o cancelamento da segunda onda de ataques com a cooperação recebida, ressalvando que “todos os navios permanecerão posicionados por motivos de segurança”. Apesar disso, ele voltou a afirmar que os EUA começarão “em breve” ataques por terra a cartéis de drogas, sem especificar locais ou alvos, lamentando a situação do México, que estaria “controlado pelos cartéis”.
As libertações são uma demanda constante da oposição venezuelana. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodriguez, enfatizou que as liberações são um gesto unilateral de paz, envolvendo “um número significativo de venezuelanos e estrangeiros”. Rocío San Miguel, detida desde fevereiro de 2024 sob acusações de envolvimento em um plano para assassinar Maduro, foi confirmada como uma das libertadas pelo governo espanhol.
Com informações do G1










