Em decisão controversa, Donald Trump retira os EUA de mais de 60 organizações, incluindo 31 da ONU, alegando prejuízo aos interesses nacionais
O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (7) uma proclamação retirando os Estados Unidos de 35 organizações não pertencentes às Nações Unidas e de 31 entidades da ONU.
Segundo um comunicado da Casa Branca, a saída dos organismos ocorre porque, segundo Washington, eles “operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA”. A Casa Branca não divulgou uma lista das organizações até a última atualização desta reportagem.
Esta não é a primeira vez que Trump remove os EUA de órgãos multilaterais. Durante sua primeira passagem pela Casa Branca, entre 2017 e 2021, ele já havia adotado essa postura.
Um dos exemplos mais notórios foi a retirada da Organização Mundial da Saúde (OMS) em julho de 2020, no auge da pandemia de Covid-19. A saída formal ocorreu no ano seguinte. Na época, Trump alegou que a OMS foi “pressionada” pela China para dar “direcionamentos errados” ao mundo sobre o novo coronavírus, causador da Covid-19. “O mundo está sofrendo agora como resultado dos malfeitos do governo chinês”, disse Trump em maio de 2020.
A decisão de Trump de se afastar de diversas organizações internacionais reflete uma política externa mais isolacionista e um questionamento do papel de organismos multilaterais na resolução de problemas globais. A medida pode ter implicações significativas para a cooperação internacional em áreas como saúde, meio ambiente e segurança.
A falta de uma lista detalhada das organizações afetadas dificulta a avaliação completa do impacto da decisão. Analistas aguardam a divulgação da lista para entender quais áreas serão mais afetadas e quais as possíveis consequências para a política externa americana.
A atitude de Trump reacende o debate sobre o futuro da ordem internacional e o papel dos Estados Unidos no mundo. Críticos argumentam que a retirada de organizações internacionais enfraquece a capacidade de resposta a desafios globais, enquanto apoiadores defendem que permite aos EUA priorizar seus próprios interesses.
Com informações do G1










