Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025. (Reuters)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente Jerome Powell, o atual presidente do Federal Reserve (Fed), e sinalizou a intenção de buscar um substituto nos próximos meses. A declaração foi feita durante um jantar com líderes empresariais em Tóquio, no Japão, no âmbito de sua viagem à Ásia.
“Temos um chefe incompetente do Fed… temos um cara ruim no Fed, mas ele sairá de lá em alguns meses e teremos alguém novo”, afirmou Trump, expressando seu descontentamento com a condução da política monetária do banco central.
O presidente republicano mencionou Scott Bessent como um nome de sua preferência para o cargo, mas ressaltou que o atual Secretário do Tesouro não estaria interessado na posição. “Estou pensando nele para o Fed… mas ele não aceitará o cargo. Ele gosta de ser (secretário) do Tesouro, então não estamos pensando nele”, declarou.
Mandato e sucessores
Jerome Powell assumiu a presidência do Fed em fevereiro de 2018, com um mandato de quatro anos, e foi reconduzido ao cargo em maio de 2022. Seu mandato atual se estende até maio de 2026. Powell foi indicado por Trump e reconduzido por Joe Biden, tornando-se o primeiro não economista a liderar o Fed em 40 anos.
Atualmente, cinco nomes são cotados para a presidência do Fed: Kevin Hassett, Christopher Waller, Michelle Bowman, Kevin Warsh e Rick Rieder. A expectativa é que Trump anuncie seu escolhido antes do final do ano.
Decisão de juros e críticas anteriores
As críticas de Trump ocorrem às vésperas da próxima reunião do Fed para definir a taxa de juros dos Estados Unidos. Em setembro, o banco central reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, para uma faixa entre 4% e 4,25% ao ano, marcando o primeiro corte em nove meses.
Esta não é a primeira vez que Trump ataca o presidente do Fed. Em junho, o presidente o chamou de “burro” e “teimoso” antes de sua participação em uma audiência no Congresso. Trump tem pressionado publicamente por uma redução mais agressiva dos juros e chegou a tentar demitir a diretora Lisa Cook, uma ação que foi suspensa pela Justiça, defendendo a independência do banco central.











