Em reviravolta, governo Trump exige que Ucrânia ceda Donbas à Rússia em troca de garantias de segurança no pós-guerra, revela Financial Times
O governo dos Estados Unidos, sob o comando do ex-presidente Donald Trump, sinalizou à Ucrânia que as garantias de segurança no período pós-guerra dependeriam da cessão da região de Donbas à Rússia. A informação foi divulgada nesta terça-feira (27) pelo jornal britânico “Financial Times”.
A condição imposta por Washington contraria a posição do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A revelação do “Financial Times” baseia-se em relatos de oito fontes familiarizadas com as negociações, que permaneceram anônimas. Segundo o jornal, os EUA também indicaram a possibilidade de fornecer mais armamentos à Ucrânia para fortalecer suas forças armadas após o conflito, caso Zelensky concordasse em retirar suas tropas das áreas de Donbas – compreendendo as regiões de Donetsk e Luhansk – que ainda estão sob controle ucraniano.
Zelensky afirmou no domingo que um documento com as garantias de segurança que os EUA ofereceriam à Ucrânia no pós-guerra estava “100% pronto”, aguardando apenas a definição de data e local para a assinatura. O líder ucraniano tem reiterado que a integridade territorial da Ucrânia deve ser preservada em qualquer acordo de paz para encerrar a guerra. Em contrapartida, a Rússia insiste que só aceitará um cessar-fogo se Zelensky concordar em ceder a soberania de toda a região de Donbas.
Um alto funcionário ucraniano declarou ao “Financial Times” que a Ucrânia está cada vez mais cética em relação ao compromisso de Washington com as garantias de segurança, afirmando que os EUA “recuam toda vez que as garantias de segurança podem ser assinadas”.
A reportagem do “Financial Times” surge após os Estados Unidos, Ucrânia e Rússia terem realizado as primeiras reuniões trilaterais para discutir o fim da guerra, após um período de negociações infrutíferas em 2024. O ex-presidente Trump havia declarado que encerraria o conflito em 24 horas caso fosse reeleito. As reuniões, realizadas durante o final de semana em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, não resultaram em um acordo para finalizar o conflito.
As duas reuniões trilaterais, ocorridas durante o final de semana em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, terminaram sem um acordo entre as partes para finalizar o conflito.
Com informações do G1








