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25 de janeiro de 2026

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Trump avalia tarifas à China e se prepara para encontro com Xi

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (17) que a tarifa de 100% sobre produtos chineses não é uma medida sustentável, embora tenha afirmado que foi forçado a adotá-la em resposta às políticas comerciais da China. Trump ressaltou a necessidade de um acordo comercial justo entre os dois países.

Em entrevista à Fox Business Network, o presidente americano indicou que a China frequentemente busca obter vantagens em negociações e admitiu incerteza quanto ao resultado do conflito comercial. Ele confirmou a expectativa de um encontro com o presidente Xi Jinping nas próximas duas semanas para discutir questões comerciais, declarando: “Vamos ver o que acontece”.

Reação da China

A missão da China na Organização Mundial do Comércio (OMC) acusou os Estados Unidos de enfraquecer o sistema multilateral de comércio baseado em regras desde a posse do novo governo em 2025. Em comunicado, a delegação chinesa criticou o uso de políticas discriminatórias, tarifas de retaliação e sanções unilaterais, alegando que essas ações violam os compromissos dos EUA na OMC.

O Ministério do Comércio chinês informou que um relatório avaliará o cumprimento das regras da OMC pelos Estados Unidos em 11 áreas, reiterando os apelos para que Washington respeite as normas da organização e coopere com outros membros para fortalecer a governança econômica global.

Escalada das tensões

As tensões comerciais entre China e Estados Unidos se agravaram nesta semana após novas críticas e tarifas de ambos os lados. Na sexta-feira (10), Trump criticou a decisão da China de restringir a exportação de elementos de terras raras e anunciou a tarifa extra de 100% sobre produtos chineses, com início em 1º de novembro. O presidente também ameaçou interromper negócios com a China relacionados a “óleo de cozinha e outros elementos de comércio”.

Trump justificou as medidas como resposta à suspensão da compra de soja americana pela China em maio, em reação às políticas comerciais dos EUA. “Acredito que a China, ao deixar de comprar nossa soja e causar dificuldades aos nossos produtores, comete um ato economicamente hostil”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social. Ele complementou: “Estamos considerando encerrar negócios com a China relacionados a óleo de cozinha e outros elementos do comércio, como retaliação. Podemos facilmente produzir óleo de cozinha nós mesmos, sem precisar comprá-lo da China.”

O Ministério do Comércio da China respondeu que os controles sobre elementos de terras raras são uma reação às medidas adotadas pelos EUA durante as negociações comerciais do mês passado. O ministério declarou que a China não deseja conflito, mas não tem medo de lutar e que tomará medidas para defender seus direitos e interesses caso os EUA persistam em ações unilaterais.

Impacto nos exportadores

Com o aumento das tarifas americanas, exportadores chineses têm buscado novos mercados na Europa, América Latina e Oriente Médio. Embora as exportações totais da China tenham crescido 7,1% nos primeiros nove meses do ano, muitos empresários enfrentam dificuldades devido à concorrência acirrada, queda de preços e, em alguns casos, vendas com prejuízo.

Na Feira de Cantão, a maior feira comercial do mundo, a presença de compradores americanos diminuiu significativamente, enquanto o interesse de países como o Brasil aumentou. Para os fabricantes chineses, a perda do mercado americano, considerado o maior do mundo, é um revés significativo.

Bolsas asiáticas em queda

As bolsas de valores da China e de Hong Kong registraram seu pior desempenho desde abril nesta semana, impulsionadas pela cautela dos investidores em relação às tensões comerciais e à venda de ações de empresas ligadas à inteligência artificial. O índice de Xangai caiu quase 2%, o CSI300 recuou pouco mais de 2% e o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu cerca de 2,5%, acumulando uma queda de 4% na semana. Analistas apontam para a instabilidade do mercado e a expectativa em torno da reunião do Partido Comunista Chinês, onde será discutido um novo plano econômico.

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