O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que permite a aplicação da pena de morte para crimes de homicídio cometidos em Washington D.C., capital do país.
A medida, anunciada em 25 de setembro de 2025, amplia os esforços de Trump de se apresentar como um líder da “lei e ordem” e exercer maior controle sobre a capital, onde a maioria dos residentes é apoiadora do Partido Democrata.
Obstáculos Jurídicos
A implementação da pena de morte em Washington D.C. é complexa e deverá enfrentar obstáculos jurídicos, conforme análise da colunista Sandra Cohen. A ordem executiva não detalha como as execuções seriam realizadas, o que levanta questionamentos sobre sua viabilidade.
Desde agosto, o governo Trump tem realizado uma intervenção federal na segurança da cidade, enviando tropas da Guarda Nacional e agentes federais para reforçar a polícia local. A justificativa é o aumento da criminalidade violenta.
Autoridades municipais contestam a alegação de que o crime esteja fora de controle, apresentando dados federais e locais que indicam uma queda significativa nos índices de violência desde o pico em 2023.
Washington D.C. possui um status único como enclave federal, estabelecido na Constituição dos EUA e sob jurisdição do Congresso. A Lei de Autonomia do Distrito de Columbia, aprovada em 1973, permitiu que os moradores elegessem seu próprio prefeito e conselho.
A pena de morte é proibida para crimes locais em Washington D.C., mas permanece permitida em casos específicos sob a lei federal. O Escritório do Procurador dos EUA em Washington processa tanto crimes locais quanto federais, e o governo Trump tem incentivado a apresentação de acusações federais contra suspeitos como parte de sua estratégia de combate ao crime na cidade.
Trump já havia ameaçado assumir o controle da gestão da cidade para lidar com a criminalidade e a situação de moradores em situação de rua.










