EUA negociam petróleo diretamente com a Venezuela, sem intermediários, em acordo anunciado por Trump. Receita será usada para comprar produtos americanos
O presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (9) que as empresas de petróleo negociarão diretamente com os Estados Unidos, e não com a Venezuela. A medida faz parte de um acordo que visa fortalecer as relações comerciais entre os dois países.
Nesta semana, Trump já havia sinalizado as intenções dos EUA em relação ao petróleo venezuelano, declarando que a Venezuela concordou em utilizar a receita obtida com a venda do produto para adquirir exclusivamente produtos fabricados nos Estados Unidos.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump detalhou que as compras incluirão produtos agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e itens para a modernização da rede elétrica e das instalações de energia da Venezuela. “Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os EUA como seu principal parceiro — uma escolha sensata e algo muito positivo para o povo da Venezuela e dos Estados Unidos”, acrescentou o presidente.
O Departamento de Energia americano informou que já iniciou a comercialização de petróleo venezuelano. A receita da venda será depositada em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos globalmente. Segundo o departamento, “contamos com o apoio financeiro das principais empresas de comercialização de commodities e bancos importantes do mundo para viabilizar e concretizar essas vendas de petróleo bruto e derivados”. Os recursos serão utilizados “em benefício do povo americano e do povo venezuelano, a critério do governo dos EUA”, garantindo a “legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos”.
A petroleira estatal venezuelana PDVSA confirmou avanços nas negociações com os EUA para a venda de petróleo, buscando termos semelhantes aos já existentes com a Chevron. As vendas, de acordo com o Departamento de Energia, começam “imediatamente” e não têm prazo definido. Trump também anunciou que os EUA refinariam e venderiam até 50 milhões de barris de petróleo bruto retidos na Venezuela devido ao bloqueio americano, além de um acordo para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano, desviando fornecimentos da China.
A iniciativa visa, segundo a administração Trump, fortalecer a economia venezuelana e, ao mesmo tempo, garantir o fornecimento de energia para os Estados Unidos. A situação segue em atualização.
Com informações do G1








