EUA abrem espaço para compra de petróleo venezuelano, com Trump liberando negociações com a China e mirando em receita para o país
O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (9) que empresas interessadas no petróleo venezuelano deverão negociar diretamente com os Estados Unidos. A declaração foi feita durante reunião com executivos de grandes petroleiras e altos funcionários do governo.
Segundo Trump, os EUA estão abertos a negociações com a China, principal comprador do petróleo venezuelano. “A China pode comprar todo o petróleo que quiser dos EUA, nos Estados Unidos ou na Venezuela”, afirmou. Após as sanções americanas de 2019, a China passou a responder por 68% das exportações venezuelanas.
O republicano também declarou que os EUA irão refinar e vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto da Venezuela, sob um novo acordo após a suposta prisão de Nicolás Maduro por forças americanas no último sábado (3). “A Venezuela parece ser uma aliada”, completou. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, manifestou abertura a relações energéticas mutuamente benéficas, após a Casa Branca indicar que estava trabalhando em um acordo de petróleo com o país.
Trump já havia sinalizado a intenção dos EUA em relação ao petróleo venezuelano, afirmando que Caracas concordou em usar a receita da venda para comprar produtos fabricados nos EUA, como itens agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e materiais para a rede elétrica. “Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os EUA como seu principal parceiro — uma escolha sensata e algo muito positivo para o povo da Venezuela e dos Estados Unidos”, acrescentou.
O Departamento de Energia americano informou que já iniciou a comercialização do petróleo venezuelano, com a receita sendo depositada em contas controladas pelos EUA em bancos globais. O objetivo, segundo o órgão, é “garantir a legitimidade e a integridade da distribuição final dos recursos”, em benefício dos povos americano e venezuelano, a critério do governo dos EUA. A PDVSA, estatal venezuelana, também citou avanços nas negociações com os EUA.
As vendas, que começam “imediatamente” e são de duração indeterminada, ocorrem após Trump anunciar que os EUA refinariam e venderiam os 50 milhões de barris retidos devido ao bloqueio americano. Ele também mencionou um acordo para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano para os EUA, desviando fornecimentos da China e evitando cortes na produção venezuelana.
Com informações do G1










