Nova medida de Trump pode afetar o agro brasileiro. Entenda quais produtos o Brasil compra e vende para o Irã e os riscos da sobretaxa
O presidente Donald Trump anunciou que irá impor sanções a países que mantiverem relações comerciais com o Irã, ameaçando sobretaxas para aqueles que realizarem transações com o mercado americano.
Diante desse cenário, surge a questão: qual a relevância do Irã para o agronegócio brasileiro? Em 2025, o Irã ocupou a 11ª posição entre os destinos das exportações do agro brasileiro, respondendo por 1,73% do total, o que equivale a US$ 2,9 bilhões. O país se equipara a importantes clientes como Japão, Egito, Turquia, Indonésia, Índia e México.
No entanto, nas importações, o Irã aparece apenas como o 42º maior fornecedor de produtos para o agro brasileiro. Apesar disso, o país é um importante exportador mundial de ureia, componente essencial para a produção de fertilizantes, um insumo crucial para o cultivo. O Brasil, que ainda depende da importação de fertilizantes, tem como principais fornecedores Rússia, China e Canadá, com volumes significativamente maiores que os iranianos.
Os principais produtos que o Irã adquiriu do agro brasileiro em 2025 foram milho e soja. Já as importações brasileiras provenientes do Irã totalizaram US$ 11,9 milhões, com destaque para adubos e fertilizantes químicos, representando menos de 0,5% do total importado. Frutas secas também tiveram relevância nas importações iranianas.
A tensão entre Estados Unidos e Irã se intensificou nos últimos dias, com Trump sinalizando possível interferência nos protestos que ocorrem no Irã contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. A Casa Branca avalia propostas para conter o programa nuclear iraniano, tema central na guerra entre Israel e Irã em junho de 2024, que foi encerrada após um ataque americano. Os protestos já deixaram mais de 600 mortos e mais de 10 mil presos, com o governo iraniano ordenando o corte da internet.
Em 2025, o Brasil também enfrentou tarifas impostas por Trump a empresas americanas que compravam produtos de outros países. Sobretaxas de 10% e posteriormente de 40% sobre produtos brasileiros impactaram as vendas de carne e café para os EUA, mas foram retiradas em novembro para os principais produtos do agro, embora algumas sobretaxas ainda persistam.
Com informações do G1










