Plano dos EUA para a Venezuela inclui estabilização, recuperação econômica e transição de poder, mas não prevê eleições imediatas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a Venezuela “não saberia como realizar eleições neste momento”. A afirmação foi feita em entrevista ao canal Fox News nesta quinta-feira (8).
Um dia antes, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, detalhou o plano americano para a Venezuela, estruturado em três fases: estabilização do país, recuperação econômica e, por fim, a transição de poder do governo chavista. O plano, no entanto, não contempla a realização de um processo eleitoral imediato.
Segundo Rubio, o foco inicial é a estabilização da Venezuela, seguida pela recuperação econômica. “O primeiro passo é a estabilização do país. Não queremos que ele mergulhe no caos”, disse o secretário de Trump. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, complementou que discutir um calendário eleitoral para a Venezuela é “muito prematuro” neste momento.
O plano dos EUA inclui uma “quarentena” da Venezuela no mercado internacional e a apreensão de embarcações de petróleo. “Eles têm óleo que está preso na Venezuela. Eles não podem movê-lo por causa da nossa quarentena e porque está sancionado. Nós vamos tomar entre 30 e 50 milhões de barris de óleo. Nós vamos vendê-lo no mercado, nas taxas de mercado, não nos descontos que a Venezuela estava recebendo”, explicou Rubio. A receita obtida será destinada a beneficiar a população venezuelana, e não o regime.
A segunda fase do plano visa garantir o acesso de empresas americanas e de outros países ao mercado venezuelano de forma justa, além de iniciar um processo de reconciliação nacional, com anistia e liberdade para membros da oposição. A terceira fase será a transição de poder. Rubio evitou detalhar aspectos sensíveis do plano ou possíveis novas operações militares em território venezuelano.
Recentemente, os Estados Unidos apreenderam os petroleiros Marinera (antigo Bella 1), que navega sob bandeira russa, e Sophia, ambos ligados ao petróleo venezuelano. A Rússia repudiou a apreensão, alegando violação do direito marítimo, enquanto a Casa Branca defendeu a ação como legal, acusando os navios de navegarem sob bandeira falsa.
Desde a captura de Nicolás Maduro pelas forças militares dos EUA, no sábado (3), a Presidência da Venezuela tem sido exercida por sua vice, Delcy Rodríguez. A Suprema Corte, controlada pelo chavismo, ordenou que ela assumisse o cargo por 90 dias, prazo que pode ser estendido.
Com informações do G1










