Protestos crescem no Irã com repressão e internet bloqueada. Trump oferece apoio, enquanto Teerã acusa os EUA de incitar a violência
Os protestos no Irã continuam em meio a uma crescente repressão e um apagão de internet que já dura 48 horas, imposto pelas autoridades. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (10) que o Irã está “buscando a liberdade” e que os norte-americanos estão “prontos para ajudar!!!”, sem detalhar como.
A declaração de Trump veio um dia após ele sugerir que os EUA poderiam intervir na crise caso o regime iraniano matasse manifestantes pacíficos. Até o momento, os protestos já deixaram pelo menos 72 mortos e 2.300 presos, segundo dados da Human Rights Activists News Agency, citados pela Associated Press.
O governo iraniano intensificou a repressão neste sábado, enquanto o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, criticou os manifestantes, chamando-os de “vândalos” e acusando os Estados Unidos de incitá-los. “Estamos em plena guerra”, declarou Ali Larijani, conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança do país, denunciando “incidentes orquestrados no exterior”.
Washington rebateu as acusações, classificando-as como “delirantes” e uma tentativa de desviar a atenção dos “enormes desafios que o regime iraniano enfrenta em casa”, conforme um porta-voz do Departamento de Estado. A televisão estatal exibiu imagens dos funerais de membros das forças de segurança mortos durante os protestos, com grande participação em Shiraz, no sul do país.
O atual movimento de protesto é o maior desde as manifestações de 2022, desencadeadas pela morte de Mahsa Amini, presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino. Os protestos ocorrem em um momento de fragilidade para o Irã, após a guerra com Israel, perdas de aliados regionais e o restabelecimento de sanções da ONU relacionadas ao programa nuclear.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 22 de dezembro de 2025. REUTERS/Jessica Koscielniak
Com informações do G1










