Trump diz que Irã foi ‘dizimado’ e cobra de outros países a segurança do Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (14) que os EUA “dizimaram completamente o Irã”, militar, econômica e de outras formas, e pediu que outros países assumam a responsabilidade pela segurança do Estreito de Ormuz, principal via de escoamento do petróleo global.
“Os Estados Unidos derrotaram e dizimaram completamente o Irã, militarmente, economicamente e de todas as outras formas, mas os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos — MUITO!”, escreveu Trump na rede social Truth Social.
A declaração ocorre em meio a tensões crescentes no Oriente Médio, após o Irã anunciar o bloqueio da rota marítima em resposta à ofensiva conjunta de EUA e Israel em seu território, iniciada em 28 de fevereiro. A medida provocou uma disparada nos preços do petróleo, que chegaram a US$ 120 o barril – o maior valor desde 2022 – antes de recuar para a casa dos US$ 100, ainda em um patamar elevado.
Trump já havia solicitado anteriormente o auxílio de outras nações para garantir o tráfego marítimo no estreito. Ele também cobrou apoio de China, Reino Unido e outras economias dependentes do petróleo que passa pela região, afirmando que “espera-se que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países afetados por essa restrição artificial enviem navios à região, para que o Estreito de Ormuz não seja mais uma ameaça de uma nação que foi totalmente dizimada”.
A alta nos preços da energia é vista como um fator de risco para o eleitorado americano e pode prejudicar as chances do partido de Trump nas eleições legislativas de novembro, quando serão eleitos governadores, deputados e senadores. Segundo informações do g1, ao menos 13 ataques a navios foram registrados na região do Estreito de Ormuz desde o início da ofensiva contra o Irã.
A situação no Estreito de Ormuz se tornou um ponto central de preocupação na guerra em curso, com impactos significativos no mercado global de energia e na geopolítica da região.
Com informações do G1










