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07 de fevereiro de 2026

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Transtornos mentais afastam 470 mil trabalhadores em 2024 e impulsionam busca por terapias

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O agravamento dos quadros de sofrimento psíquico entre mulheres brasileiras tem revelado, de forma inequívoca, uma crise silenciosa que atravessa o cotidiano laboral e doméstico. O Brasil permanece entre os países com maior prevalência de transtornos de ansiedade no mundo, sendo as mulheres as mais acometidas por essa condição. Se estima que mais de um terço da população feminina conviva com sintomas relevantes de ansiedade, e a maioria dos diagnósticos de depressão também recai sobre esse grupo.

No contexto do trabalho formal, os impactos dessa realidade se tornam mensuráveis. Apenas no ano de 2024, cerca de 470 mil licenças médicas foram concedidas no país em decorrência de transtornos mentais e comportamentais, conforme dados do Instituto Nacional do Seguro Social. Desses afastamentos, 64% foram protagonizados por mulheres, com destaque para aquelas situadas na faixa etária entre 35 e 49 anos. Se trata de um período da vida em que, frequentemente, a mulher se vê incumbida de múltiplas responsabilidades (profissionais, maternas, familiares e afetivas) o que contribui para a sobrecarga emocional e o adoecimento psíquico. Embora subnotificado, o esgotamento profissional, conhecido como burnout, surge como causa recorrente nos atestados emitidos.

Essa conjuntura evidencia a urgência de se ampliar as estratégias terapêuticas que considerem a complexidade dos fatores envolvidos no sofrimento mental contemporâneo. Dentre essas abordagens, o uso medicinal da cannabis tem despertado interesse crescente, especialmente entre mulheres que buscam recursos complementares para a gestão de seus sintomas.

A psicóloga Maria Klien, que integra a cannabis medicinal à sua prática clínica, destaca a relevância dessa alternativa terapêutica. “A cannabis medicinal apresenta um potencial significativo no auxílio ao tratamento da ansiedade, depressão e sintomas do burnout, permitindo resultados satisfatórios no manejo dessas condições”, afirma. Segundo a profissional, muitas pacientes relatam melhoria substancial na qualidade do sono, na estabilidade emocional e na capacidade de retomar atividades rotineiras após a introdução controlada da substância em seus tratamentos.

Maria Klien enfatiza que o uso da cannabis não prescinde de critérios técnicos rigorosos. “O uso terapêutico da cannabis requer supervisão adequada para assegurar eficácia clínica e evitar complicações, razão pela qual se recomenda acompanhamento psicológico e médico especializado durante todo o tratamento”, pontua. A segurança do tratamento, portanto, está diretamente condicionada ao rigor das condutas profissionais que o orientam.

Estudos clínicos recentes corroboram essas observações, indicando que pacientes submetidos a protocolos terapêuticos integrativos, com supervisão contínua, apresentaram reduções significativas nos níveis de ansiedade, melhora nos quadros depressivos e menor reincidência de episódios de esgotamento. Esses resultados reforçam a legitimidade do uso terapêutico da cannabis como instrumento de apoio em contextos de sofrimento psíquico persistente.

Dados nacionais apontam ainda que as mulheres representam mais de 60% dos usuários de cannabis com finalidade medicinal no país, sendo a principal faixa etária situada entre 55 e 64 anos. As queixas mais frequentes associadas ao tratamento são ansiedade, depressão, distúrbios do sono e burnout. Esse perfil reflete não apenas a maior incidência de sintomas, mas também uma disposição crescente para aderir a tratamentos integrativos e sustentados por orientação profissional.

Maria Klien observa que o recurso à cannabis tem promovido transformações significativas na rotina de muitas de suas pacientes. “Observar pacientes recuperarem o equilíbrio emocional e retomarem suas atividades cotidianas com confiança reforça a importância dessa alternativa terapêutica”, conclui. O relato evidencia que, para além dos números, há experiências subjetivas de alívio e reconstrução da autonomia psíquica que precisam ser reconhecidas no debate sobre saúde mental contemporânea.

 

Sobre Maria Klien

Maria Klien exerce a psicologia, se orientando pela investigação dos distúrbios ligados ao medo e à ansiedade. Sua atuação clínica integra métodos tradicionais e práticas complementares, visando atender às necessidades emocionais dos indivíduos em seus universos particulares. Como empreendedora, empenha-se em ampliar a oferta de recursos terapêuticos que favorecem a saúde psíquica, promovendo instrumentos destinados ao equilíbrio mental e ao enfrentamento de questões que afetam o bem-estar psicológico de cada paciente.

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