Um disparo ‘acidental’ de espingarda atingiu uma criança indígena de oito anos, durante a manhã de quarta-feira, na Aldeia Sotero, zona rural do município de Guajará-Mirim.
Chegou à Central de Operações da Polícia Militar a informação de que o corpo de uma criança chegou ao Porto do SENAG, localizado no bairro Triângulo, durante a madrugada de quinta-feira. No local, os policiais depararam com uma embarcação onde estava a vítima, a criança Luan Massaca, baleado no peito. O corpo da criança foi encaminhado ao necrotério do Hospital Regional Perpétuo Socorro.
O tio da criança, um adolescente indígena de 14 anos, relatou os fatos à delegada Cheila Mara Bertoglio. Segundo informações levantadas pela reportagem, o adolescente encontrava-se com o menino no sítio denominado Jorge Melo, e por volta de 8h o convidou para caçar. Ele disse que chegaram a se perder no caminho de volta.
Com a espingarda calibre 22, que pertence ao seu irmão, o pai da criança, retornavam para a casa, quando a criança teria dito que o mesmo não tinha coragem de atirar nele. O tio então teria puxado a agulha fora da bala e acreditando que não iria disparar, efetuou o disparo que atingiu o peito a ‘queima roupa’ contra o sobrinho.
O tio retornou sozinho para casa, pegou uma canoa para transportar o corpo do sobrinho que já estava sem os sinais vitais, aguardou o pai da criança retornar ao sítio para então seguirem até a Aldeia Sotero, que de viagem aproximadamente três horas. Na aldeia comunicaram o fatos, seguindo até a cidade.
O adolescente contou que não teve a intenção de matar o sobrinho e que esta não era a primeira vez que realizava esse tipo de brincadeira com arma. Pelo ato infracional análogo ao crime de homicídio culposo, previsto no artigo 121, §3º, do Código Penal, o adolescente responderá pela gravidade. Ainda na manhã de quinta-feira, o adolescente foi encaminhado para o prédio da Promotoria Pública, para que outras providências fossem tomadas, já que trata-se de indígenas. Fonte: O Mamoré










